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Multidão
recepciona presidente Mugabe no retorno da Cúpula da União Africana
O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, foi
saudado por milhares de pessoas que compareceram ao aeroporto de Harare,
capital do país, na sexta-feira, dia 4, para celebrar seu retorno após a
recente Conferência da União Africana, realizada em Sharm A Sheikh, no
Egito.
O presidente foi recebido com dança, palavras
de ordem e cartazes com dizeres como: “Bem-vindo camarada presidente” e “Um
herói para o Zimbábue, um herói para a África”.
O país vive a “batalha final pela libertação com
100% do poder para o povo do Zimbábue”. Esta foi a conclamação do presidente
e do seu partido, Zanu-PF, a todo o povo zimbabuano, que teve como resultado
o comparecimento massivo e a expressiva vitória com a reeleição de Mugabe.
Por sua luta pela independência do país, Mugabe
ficou detido por dez anos sob o regime racista da Rodésia – como era chamado
o atual Zimbábue pelo colonizador inglês. Depois de libertado, assumiu o
comando da luta pela independência. A vitória veio em 1979, com base no
Acordo de Lancaster que permitiu o fim do regime colonial e o surgimento de
um governo eleito pelo povo do Zimbábue.
As taxas de desemprego, analfabetismo e
mortalidade passaram a cair aceleradamente. As condições de vida da
população melhoraram. Como informou o Banco Mundial, nos anos 1990 o
Zimbábue tinha taxas de mortalidade infantil e de analfabetismo menores do
que a média dos países em desenvolvimento e maior percentual de matrículas
escolares que a média desses países.
Quando o governo de Robert Mugabe aprofundou a
reforma agrária – devolvendo aos africanos a terra usurpada pelos
colonizadores - o país passou a sofrer sanções e bloqueio puxado pela
Inglaterra e pelos EUA, com imposição de graves danos a economia e ao povo.
A batalha final pela libertação, liderada por Mugabe, consiste em manter as
conquistas da reforma agrária e superar as dificuldades geradas pelo
bloqueio e pela sabotagem econômica, com base na unidade das forças
nacionais; com o apoio dos países africanos e de todos os que rejeitam as
imposições anglo-americanas.
Patrick Chinamasa, membro da direção do partido
Zanu-PF responsável pela equipe de negociação interpartidária, exigiu que
“ingleses e americanos deixem de se meter nos assuntos do Zimbábue e deixem
as resoluções dos problemas do país para o próprio povo do Zimbábue, que tem
plenas condições de fazê-lo”.
O vice-ministro da Informação, Bright Matonga,
destacou que “o povo do Zimbábue tomou uma decisão em 27 de junho e esta
decisão tem que ser respeitada, ao contrário do que faz a Inglaterra, que
está pressionando por sanções injustificáveis”.
NATHANIEL BRAIA
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