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“Vida de Kim Il Sun é síntese
maior dos valores humanos”
Ontem,
8 de julho, data em que se completou 14 anos de sua morte, lembramos Kim Il Sung,
presidente da RPD da Coréia e Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coréia.
Kim Il Sung foi o condutor da saga
do povo coreano para tornar o país independente do jugo do imperialismo japonês,
artífice maior da vitória contra a invasão norte-americana durante a guerra da
Coréia (l953), e o construtor do socialismo no país - para o quê contou como
principal colaborador com o atual presidente Kim Jong Il.
Kim Il Sung foi amigo e
companheiro de Cláudio Campos, que conheceu durante sua primeira visita à Coréia
em 1993 na condição de Secretário-Geral do MR8, cargo exercido por Cláudio até o
dia 20 de maio de 2005, quando seu coração parou de bater e ao lado de Kim Il
Sung passou a ocupar lugar de honra no firmamento.
Em homenagem à passagem dessa
data, publicamos artigo do companheiro Cláudio, escrito aqui nas páginas da Hora
do Povo por ocasião do primeiro aniversário da morte de Kim Il Sung em 1995.
Comovido pela dor e pesar sentidos pelos coreanos com a perda de seu líder
maior, Cláudio expressou como ninguém, o profundo compromisso, carinho e
solidariedade para com esse povo irmão, que constrói um país onde é vitoriosa a
consciência coletiva contra o individualismo e triunfa o espírito humano contra
a barbárie capitalista. (Rosanita Campos)
CLÁUDIO
CAMPOS
É
inevitável que, no transcurso desde primeiro aniversário do falecimento do
grande Líder Kim Il Sun, o povo coreano e toda a humanidade progressista
experimente um grande sentimento de perda.
Kim Il Sun viveu uma vida ímpar,
maravilhosa, toda ela dedicada ao seu povo e à independência, à autonomia de
todos os seres humanos sobre a Terra. Ele alcançou imensos, gigantescos sucessos
nessa luta, só explicáveis por um inexcedível amor ao povo coreano e à
Humanidade, por uma integridade pessoal à toda prova, lapidada por várias
gerações de combatentes, de patriotas e humanistas, em que os descendentes se
inspiravam e, fiéis a elas, aperfeiçoavam as qualidades de seus ascendentes.
A saga de Kim Il Sun é
verdadeiramente sem paralelos. Ao longo de 7 décadas, dos 13 aos 82 anos, ele
comandou, com humildade, coragem e sabedoria exemplares, façanhas inéditas e
retumbantes do povo coreano, nunca antes alcançadas em lugar algum no mundo. A
vitória de uma pequena e atrasada colônia sobre o cruel e sangrento colonialismo
japonês. Nem bem terminara essa luta, a vitória sobre a agressão combinada dos
exércitos mais poderosos da Terra. Sobre as ruínas de Pyongyang, destroçada por
300.000 bombas, a reconstrução em tempo recorde de uma das mais belas e modernas
capitais do mundo. A construção de uma economia pujante e autocentrada, que
jamais parou de crescer, hoje com base na informática e na robótica - enquanto
por toda parte índices de crescimento raquíticos ou negativos desmentem qualquer
progresso tecnológico significativo e evidenciam o retrocesso e a estagnação.
Não constitui qualquer exagero afirmar que, sob a inspirada direção de Kim Il
Sun, o Partido do Trabalho da Coréia resolveu todas as principais questões
teóricas, científicas, ainda pendentes sobre a transição do capitalismo à
sociedade do futuro, à sociedade comunista. Isso representa uma imensa
contribuição, uma imenso patrimônio para toda a Humanidade.
No entanto, acredito que o grande
Líder não gostaria que nos puséssemos tristes no dia 8 de julho. Porque, se essa
é a data em que seu coração parou de bater, ela também marca o momento em que
ele completou toda uma vida dedicada por inteiro ao seu povo e à Humanidade -
porque só quem a dedica por inteiro à coletividade é capaz de realizar as
façanhas que ele realizou. O 8 de julho testemunha, portanto, esta vitória magna
da condição humana, testemunha que é possível viver uma tal vida, testemunha
que, como ele mesmo disse, não existe nada mais alto, mais honroso e mais
gratificante do que dedicar a nossa vida ao bem estar de todos. Nenhuma outra
vida deixou isso tão cristalino, tão inteiramente demonstrado, como a vida de
Kim Il Sun. Acredito, portanto, que também temos alguma coisa muito importante a
comemorar no dia 8 de julho: essa é a data da vitória definitiva, irreversível,
do amor, do compromisso com o povo e com a Humanidade. Com o comunismo. Nenhuma
outra data pode signi-ficá-lo tão bem.
Como um homem verdadeiramente
comprometido com o seu povo, Kim Il Sun não se interessava apenas pelo seu
presente, mas, sobretudo, pelo seu futuro. Por isso, deixou traçado o roteiro
para a prosperidade incessante do país e para a reunificação da Pátria. Ele
sabia também que se as massas populares cumprem o papel fundamental no
desenvolvimento histórico, os seus líderes nessa luta cumprem um papel decisivo.
Os grandes líderes são a síntese das virtudes do povo, eles sintetizam a
consciência revolucionária, a consciência da nova sociedade, que é preciso
generalizar. É a vida, a luta das massas que geram os grandes líderes.
Obscurecer, negar o papel dos grandes líderes, como fizeram os trânsfugas,
significa privar as massas do seu fruto mais precioso, da sua arma mais
poderosa. Por isso, Kim Il Sun não se omitiu em contribuir com a sua experiência
para que as novas gerações identificassem aquele entre elas que havia reunido as
condições para conduzir a luta depois dele.
Nós estamos convencidos de que o
povo coreano alcançará os grandes objetivos apontados por Kim Il Sun porque ele
já demonstrou, ao longo de todo esse século, o seu fulgurante valor, e porque
ele tem à sua testa um líder que não nega as suas origens e está à altura da sua
missão.
Durante muitos anos, o camarada
Kim Jong Il foi o principal colaborador do grande líder Kim Il Sun em sua
grandiosa tarefa. Desde a década de 60 ele cumpriu um papel decisivo na luta
ideológica para garantir o desenvolvimento contínuo do socialismo na Coréia. A
nova e bela Pyongyang traz a marca do seu vigoroso e arrojado talento de
construtor. O camarada Kim Jong Il foi a alma do inédito e brilhante
florescimento da arte e da cultura socialista na Coréia, uma conquista de
significado histórico mundial. À frente das forças de defesa da RPD da Coréia,
ele garantiu o respeito à soberania da Pátria, com altivez e serenidade
irretocáveis.
Não resta dúvida que o exemplo de
Kim Il Sun não foi em vão, que ele deixou raízes profundas na Coréia.
Herdeira de uma das mais ricas e
milenares culturas da Humanidade, a nação coreana possui hoje uma das mais
pujantes economias do mundo, além de ter alcançado, em sua parte norte, as mais
avançadas relações sociais já desenvolvidas pelo Homem. Interesses forâneos não
poderão mantê-la indefinidamente dividida. A reunificação é inevitável, e está
próxima. Sem dúvida, existem pelo mundo os que não querem que a Humanidade
conheça e se beneficie dos prodígios realizados pelo socialismo na Coréia. Mas
muito mais numerosos são os que se entusiasmarão com esses prodígios, e verão na
luta do povo coreano parte integrante da sua própria luta pelo progresso e pela
justiça.
De nossa parte, do Movimento
Revolucionário Oito de Outubro do Brasil, empenhado na luta pela independência,
pelo desenvolvimento e pela soberania de nossa Pátria, estamos convencidos de
que serão cada vez maiores os vínculos entre os nossos povos, entre o MR8 e o
Partido do Trabalho da Coréia. Existe uma infinidade de motivos para que nos
empenhemos cada vez mais nesse sentido, mas o maior deles será sempre o
reconhecimento do exemplo do grande Líder Kim Il Sun, síntese maior dos valores
do povo coreano e da condição humana em seu mais alto patamar, o comunismo.
Que viva para sempre o exemplo e a
obra do grande Líder Kim Il Sun!
Que a selvageria imperialista dê
lugar à fraternidade entre os povos!
Viva a reunificação da Coréia!
Viva a amizade brasileiro-coreana! |