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Centrais,
empresários e governo definem contrapartidas no PAC
Relatório conclusivo do Grupo coordenado pelo Ministério do Trabalho e
Emprego define metas de geração de emprego e formalização, mais
qualificação e investimentos em saúde e segurança do trabalhador em
todas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento
O
governo federal passará a incorporar como política pública no Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC) contrapartidas como metas de emprego
e formalização nas obras, investimentos na qualificação em saúde e
segurança no trabalho, e a exigência de que os incentivos concedidos se
reflitam, na mesma proporção, à queda dos preços de imóveis acabados e
do material de construção.
Estas e outras importantes definições foram aprovadas pelos
representantes das centrais sindicais, das entidades empresariais e do
governo federal, dia 8, quando foi aprovado o relatório conclusivo do
Grupo de Trabalho formado para analisar contrapartidas aos investimentos
do PAC. No dia 5 de agosto será concluído o calendário de efetivação
destas propostas.
O GT foi instituído pela portaria 604, de 10 de dezembro de
2007, para analisar o conjunto de propostas apresentado pelas centrais
sindicais no âmbito do PAC e acabou contemplando a quase totalidade das
reivindicações dos trabalhadores. As demandas foram analisadas em quatro
reuniões realizadas ao longo do primeiro semestre de 2008.
“Desde o anúncio do PAC, defendíamos que o programa deveria
ser mais do que de crescimento econômico, ser de desenvolvimento social,
e com a unidade do movimento sindical, articulando, mobilizando e
pressionando, saímos vitoriosos”, declarou Waldemar de Oliveira,
presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas
Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom/CUT). “Este é o desfecho
da Caravana do Ramo realizada unitariamente no dia 23 de outubro de
2007, em Brasília”, frisou Waldemar.
O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, saudou o
relatório do Grupo de Trabalho como “mais uma importante e inovadora
conquista do Ramo”. “Já havíamos dado um passo significativo ao inserir
nosso conceito de contrapartidas sociais em parte dos investimentos
públicos e no PAC. Isso sem dúvida repercutiu positivamente neste
relatório e servirá de motivação para que tenhamos uma intervenção cada
vez mais firme e precisa, a fim de que todos os projetos que envolvam
verbas públicas apontem no sentido de gerar empregos formais,
redistribuindo renda, garantindo direitos e ampliando conquistas”,
ressaltou Artur.
De acordo com o presidente nacional da CGTB, Antonio Neto,
“foi conquistado um princípio pelo qual as centrais lutaram desde o
anúncio do PAC”. Esta mesma lógica de contrapartida social e respeito
aos direitos trabalhistas, acrescentou Neto, “deve ser agora estendida a
outras iniciativas, como a desoneração tributária, por exemplo,
garantindo que toda vez que haja a liberação de recursos públicos sejam
assegurados avanços concretos para a melhoria das condições de vida e
trabalho da classe operária”.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na
Indústrias da Construção de Campo Grande-MS, Samuel Freitas, “a vitória
expressa neste relatório do MTE é um reflexo do imenso potencial que a
ação unificada do movimento sindical, com caravanas e marchas a
Brasília, pode trazer para o dia-a-dia do trabalhador”. |