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Vigilantes tomam as
ruas de SP por 13,5% de aumento
Mais de 800 agências bancárias e postos do INSS da capital paulista e
de Osasco foram paralisados pelos manifestantes
Após dois dias de greve, onde paralisaram mais de 800
agências bancárias e postos do INSS da capital paulista e de Osasco,
alertando para o arrocho salarial e as péssimas condições de trabalho a
que se vêem submetidos, os vigilantes de São Paulo decidiram suspender o
movimento de alerta até o julgamento do dissídio coletivo, marcado para
quinta-feira. Até o fechamento desta edição, os trabalhadores aguardavam
mobilizados.
A categoria reivindica reajuste salarial de 13,5%, 30% de
adicional de risco de vida, aumento de R$ 5 para R$ 10 no valor do
tíquete-alimentação e Participação nos Lucros e Resultados (PLR)
retroativa ao mês de maio.
O Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilância,
Segurança e Similares de São Paulo (Seevissp) informou que anunciou o
fim da greve a pedido do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Com cerca de 40 mil trabalhadores na base, o presidente do
Sindicato, Edivan Dias Gurita, afirmou que “a greve foi um demonstração
de força e unidade, registrando a maior paralisação dos últimos 15
anos”. “Ocupamos as principais avenidas e praças da capital paulista
denunciando a intransigência patronal. Fizemos três rodadas de
negociação e mais uma audiência na DRT, onde nos ofereceram uma migalha
de apenas 5,9% de reajuste salarial que, em assembléia, a categoria
rechaçou”, explicou.
“A nossa bandeira de luta é a recomposição das perdas e a
conquista de melhores condições de trabalho e de vida”, destacou o líder
sindical. “O governo do presidente Lula, o melhor dos últimos anos, deu
força ao nossa movimento sindical e possibilitou que todas as categorias
em campanha salarial conquistassem melhores acordos. E, como já
arrancamos grande avanços, não é agora que vamos deixar barato”,
acrescentou.
O líder dos vigilantes ressaltou que a categoria está
irmanada com as centrais sindicais “por um Brasil melhor e mais justo.
Foi assim que conquistamos 34% de aumento real no salário mínimo, o
reconhecimento das centrais, luta histórica e de décadas”. Além da
organização dos vigilantes e da conquista de um bom acordo coletivo,
frisou, “a nossa plataforma é ampliada na ação conjunta com as centrais,
participando das Marchas nacionais, mobilizando pelas 40 horas semanais
sem a redução dos salários”. Dessa forma, esclareceu, “participamos da
implementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que está
alavancando e crescimento econômico e gerando mais empregos com carteira
assinada e distribuição de renda”. “Com esta mesma unidade do movimento
sindical, estamos pressionando o Congresso Nacional pela aprovação e
ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho
(OIT) que inibe a demissão imotivado no setor privado. Afinal, chegou a
gora de dividir o pão e o lucro com os trabalhadores que suam a camisa
pelo crescimento a e soberania brasileira”, declarou.
De acordo com o Sindicato, durante a manhã e o início desta
tarde de quarta-feira, a manifestação dos vigilantes parou o trânsito em
diversos locais da capital, percorrendo as ruas do centro até a Avenida
Paulista e terminou com uma assembléia em frente à Câmara Municipal.
Em função da greve, o Sindicato dos Bancários de São Paulo,
Osasco e Região estimou que pelo menos 777 agências bancárias ficaram
fechadas por falta de segurança em função da paralisação. Os bancários
anunciaram que estudam quais medidas judiciais irão tomar para impedir
que os bancos funcionem sem vigiais, já que isso coloca a vida dos
clientes em risco e é contra a lei.
ADEMAR COQUEIRO |