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Paraná terá
mais 13 escolas para indígenas
Em parceria com o
Governo Federal, o governo do Paraná vai construir 13 escolas para indígenas
no estado. Outro convênio anunciado é o programa Saberes do Campo, que
começará com 1.600 vagas para jovens agricultores dos 19 aos 29 anos e
escolas itinerantes para atender acampados do MST (Trabalhadores Rurais Sem
terra) e assentados da reforma agrária.
Para a construção
das escolas, o Governo Federal vai destinar R$ 9,1 milhões.
Para a
superintendente da Secretaria de Estado da Educação, Yvelise Arco-Verde,
“essas comunidades requerem medidas políticas específicas e emergenciais”.
A população
indígena do Paraná é estimada em 11 mil pessoas das etnias Kaingang e
Guarani. Atualmente, 3.685 indígenas são atendidos pela Secretaria nas 33
escolas construídas em áreas indígenas, conforme informou Fátima Yokohama,
chefe do departamento de Diversidade da secretaria.
“Até o
início desta gestão as poucas escolas indígenas que existiam contavam apenas
com o professor. Demos estrutura e condições de ensino a essas comunidades,
inclusive pedagógica, pois os professores têm formação continuada,
permitindo que apliquem as metodologias de ensino, preservando sempre a
língua e os costumes dessas populações”, disse Fátima.
Quanto às escolas
que atendem aos filhos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, e também aos
adultos, enquanto aguardam a desapropriação de terras para serem assentados,
a coordenadora de Educação do MST, Maria Isabel Grein, diz que, “as escolas
itinerantes resgatam a dignidade e dão sentido à vida de pessoas que
enfrentam situações muito delicadas”.
A implementação
das escolas itinerantes no Paraná começou em 2004, quando o governador
Roberto Requião recebeu o setor de educação do MST e assumiu o compromisso
de que as primeiras escolas seriam criadas. Atualmente existem 11 escolas
itinerantes atendendo a 10 municípios.
Ações
envolvendo pequenos agricultores reduzem índice de desmatamento no estado
O secretário do
Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, Rasca Rodrigues, comemorou esta
semana no programa Escola de Governo, a redução dos índices de desmatamento
no Estado, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
e Fundação SOS Mata Atlântica, conseguido através das diversas ações
implementadas pelo governo. “Na pesquisa anterior, havíamos reduzido em 88%
o desmatamento no Paraná e agora, os dados mais recentes comprovam uma
redução ainda maior”, afirmou.
Entre as ações, o
secretário destacou o Programa Mata Ciliar, que envolve mais de 76 mil
agricultores. O programa de produção de mudas para a recuperação das matas
ciliares, além da participação dos agricultores, é feito em parceria com
instituições como APAEs, presídios e vários municípios. “Este programa foi
reconhecido nacionalmente, em especial pela iniciativa de envolver crianças
especiais na produção de florestas e presos do Sistema Penitenciário”,
relatou o secretário.
A inauguração da
Cooperativa de Agricultores Familiares de Crédito de Carbono (Coopercarbono),
que recebeu o apoio do Programa Paraná Biodiversidade para a sua conclusão,
foi outro ponto destacado pelo secretário. O projeto estimula a recuperação
florestal, por meio da Reserva Legal e a inserção de 187 pequenos produtores
no mercado de créditos de carbono. A iniciativa, que já recebeu dois prêmios
nacionais, é inédita no país e a inauguração será nesta semana, em Loanda,
região Noroeste.
Segundo o
secretário, o novo sistema de monitoramento via satélite - idealizado pelo
atual presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Vitor Hugo Burko - que
detecta focos de desmate a partir de 900 metros quadrados, também tem sido
muito importante para a redução do índice de desmatamento no Estado. |