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PF desbarata
quadrilha envolvida com contrabando e caça-níqueis
A Operação Cartada
Final, da Polícia Federal (PF), efetuou, na última quarta-feira (4), a
prisão de 18 pessoas envolvidas em um esquema de contrabando de mercadorias
e caça-níqueis. Os detidos são acusados pelos crimes de formação de
quadrilha, contrabando, evasão de divisas, sonegação fiscal, falsidade
ideológica, corrupção ativa e indução do Banco Central a erro e lavagem de
dinheiro, entre outros delitos. O cônsul honorário da Espanha em Joinville
(SC), Antonio Escorza Antoñanzas, e sua esposa, Débora Pinnow, são acusados
de chefiar a quadrilha.
Os cerca de 250
policiais federais envolvidos na operação cumpriram, além dos mandados de
prisão cautelar, 48 mandados de busca e apreensão, 96 seqüestros de imóveis,
apreensão de lanchas e veículos, além do seqüestro de valores de 33 contas
bancárias. A operação concentrou-se principalmente na cidade catarinense de
Joinville, distante 170 quilômetros de Florianópolis, mas o esquema de
contrabando de mercadorias e caça-níqueis, desvendado pela PF, atuava também
nos estados da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
A quadrilha também
exportava equipamentos para o México, Panamá, Venezuela, Peru, Bolívia,
Colômbia, Argentina, Paraguai, República Dominicana e Espanha. A arrecadação
era escondida do Banco Central através de depósitos e saques sem comprovação
de origem.
Antoñanzas era
dono do Grand Bingo Natal, e, após o fechamento da casa pela polícia,
distribuiu as máquinas por toda a cidade. Débora Pinnow foi presa em
flagrante com R$ 43 mil, US$ 27 mil (R$ 43,93 mil) e 7,6 mil euros, cifras
que alegou pertencer a Antoñanzas, o que, segundo a PF, caracterizou o
flagrante do casal. |