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Unificar a ação dos
trabalhadores no mundo para derrotar o imperialismo
NELSON CHAVES*
Companheiros e
companheiros
Sempre é uma
honra estar junto com vocês. Agradecemos mais uma vez a iniciativa do PTB em
nos propiciar a oportunidade de nos reunir aqui em Bruxelas para discutirmos
os temas importantes que dizem respeito a todos nós. Obrigado camaradas do
PTB.
No ano passado
aqui estivemos para debater o tema: A validade e atualidade da Revolução
Bolchevique de 1917 na Rússia.
Naquela
oportunidade chegamos à conclusão de que até o XX congresso do PCURSS a 1ª
Revolução proletária iniciada em 1917 trilhou no caminho justo e correto.
Aquele Congresso significou um divisor de águas. Avançar no rumo da
construção do Socialismo ou andar para trás. Hoje, passados mais de
cinqüenta anos, não há comunista sério que não perceba que as posições
aprovadas naquele Congresso caminharam no sentido inverso do avanço na
construção do Socialismo.
MERCADO
O Movimento
Revolucionário Oito de Outubro está profundamente convencido de que o
fundamental é ter claro que não há nenhuma possibilidade de socialização dos
meios de produção que não seja através da estatização dos mesmos. O
socialismo pleno implica, necessariamente, na plena estatização dos meios de
produção. E neste socialismo pleno não há lugar para o mercado. A existência
do mercado representará sempre a sobrevivência de formas pré-socialistas ou
ainda não inteiramente socialistas no interior da sociedade socialista. Por
isso, o avanço da sociedade socialista implica na redução contínua da esfera
de ação do mercado e na ampliação constante da esfera de ação do plano
econômico.
Camaradas, hoje,
novamente aqui nos encontramos para fraternalmente trocarmos idéias na
condução da luta de nossos povos, evidentemente, inspirados por todos
aqueles que lutaram antes de nós.
Vivemos a época
em que o capitalismo amadureceu, envelheceu e se encontra em sua fase de
apodrecimento. Isso significa o acirramento da contradição entre a
necessidade da massa de bilhões de seres humanos e a concentração do produto
do trabalho humano nas mãos de uma minoria cada dia mais insignificante. O
capitalismo da livre concorrência já não existe, é apenas uma quimera usada
para a luta ideológica. A característica principal do capitalismo em nossos
dias são os monopólios. E principalmente os monopólios do principal país
imperialista: o norte-americano. Esse é o inimigo principal dos povos. Ele é
o principal beneficiário do processo de concentração do capital. Por isso,
camaradas, nossa luta deve ter como objetivo central isolar o imperialismo
norte-americano e seus monopólios em todas as partes do mundo. Construir uma
grande frente internacional contra o imperialismo norte-americano. Unir a
classe operária dos vários países neste objetivo. Debilitar o inimigo
principal e dessa forma enfraquecer e isolar seus aliados existentes em
todos os nossos países. Os monopólios norte-americanos querem submeter todos
aos seus interesses. Isso implica em violentar todos e as mínimas normas de
convivência entre os povos e seus respectivos países.
VANGUARDA
Violentar e
destruir suas culturas, sua soberania e suas identidades nacionais. E como
assistimos hoje em dia, invadir o território soberano de outras nações para
pilhar suas riquezas naturais e saqueá-las. Como revolucionários devemos nos
colocar na vanguarda da denúncia dessas atitudes que os monopólios
americanos realizam em todas as partes do mundo, unir nossas forças,
construir alianças com todos aqueles, que, mesmo temporariamente, possam
lutar ao nosso lado, e assim nos preparar para golpeá-lo de morte no auge da
crise que esta se desenhando.
Por isso,
camaradas, é fundamental para nós, zelar pela unidade de classe operária –
e, neste sentido, zelar pela unidade sindical dos trabalhadores.
UNIFICAÇÃO
Nós, no Brasil,
estamos agora colhendo os frutos de uma longa luta para unificar o movimento
sindical brasileiro. É verdade que o inimigo também trabalhou
incansavelmente para nos dividir. Quero dizer aos camaradas que nós, do MR8,
estamos muito felizes por ter vencido o inimigo neste terreno.
Hoje, ainda não
conseguimos unificar todos os trabalhadores do Brasil numa central sindical
única. No entanto, as teses divisionistas foram derrotadas. A demonstração
maior desta vitória foi a eleição e a reeleição, pela primeira vez em nossa
História, país colonial e dependente, do operário metalúrgico companheiro
Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência do Brasil.
Estamos seguros,
camaradas, de que marcharemos para unificar todas as centrais que
recentemente foram reconhecidas legalmente em nosso país. Acreditamos nisto
porque logramos a vitória em manter a unidade na base do movimento sindical.
O que quer dizer que resgatamos o princípio do sindicato único por
categoria, dentro de uma mesma base territorial. Esta é a vacina contra o
divisionismo, tão difundido e proclamado pelo imperialismo como algo
supostamente mais “democrático”. Ou seja, eles nos querem profundamente
divididos, para continuarem reinando. E nós temos que zelar pela nossa
unidade para vencê-lo.
Abaixo os
monopólios!
Abaixo o
imperialismo norte-americano!
Viva a unidade
sindical da classe operária!
Viva a frente
internacional contra o imperialismo norte-americano!
Viva a soberania
dos povos e das nações!
Viva o
socialismo!
Muito obrigado.
*Secretário
de Relações Internacionais do Movimento Revolucionário Oito de Outubro – MR8 |