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Cristina denuncia
oligopólios por especular com alimentos
A
presidente da Argentina, Cristina Kirchner, denunciou, na quarta-feira
4,
o
protecionismo dos países ricos, os oligopólios e a especulação como os
fatores determinantes “para aumentar a crise alimentar no mundo”,
durante a conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura
e Alimentação (FAO), em Roma.
Ela
ressaltou que o problema dos alimentos “não é somente de produção, mas
de distribuição dos mesmos”. Cristina afirmou que a especulação, através
da “entrada violenta dos capitais financeiros”, é um dos elementos que
mais distorcem a situação das commodities.
“A crise das
hipotecas trouxe fortes movimentos especulativos ao mundo das
commodities, não somente ao mundo agrícola mas também do petróleo, e
isto causa uma ação absolutamente distorsiva dos preços alimentícios”,
asseverou.
Ela também
descreveu que “a organização do mercado internacional em caráter
oligopólico, e que muitas vezes se dá a níveis da distribuição dos
alimentos, patentes, tecnologia e inovação, contribuem para agravar o
problema”.
Cristina
acrescentou que “outra das causas estruturais da crise são as condições
que tem sido impostas pelos organismos multilaterais de crédito,
particularmente o Fundo Monetário Internacional, aos mais diversos
países”.
Citando o discurso que momentos antes pronunciou
o presidente Lula criticando “as recomendações do FMI à República de
Haiti para que abandonasse a produção de arroz”, Cristina disse que
“atualmente, o Haiti nem sequer pode ser tratado como um país emergente,
mas um país sobrevivente. E dizemos com conhecimento de causa, pois
integramos as tropas da missão de ajuda humanitária”, disse. |