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Professores
elegem Bebel e Apeoesp convoca ato pela escola pública
Com mais de 12.500 votos de vantagem sobre o segundo colocado, Maria
Izabel Azevedo Noronha (Bebel) foi eleita para a presidência do
Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo
A
professora Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), da Chapa 1, foi eleita
no último final de semana para presidir a Apeoesp (Sindicato dos
Professores do Ensino Oficial de São Paulo) nos próximos três anos. Com
35.756 votos (54,18%), a professora de Língua Portuguesa da cidade de
Piracicaba abriu mais de 12.500 votos sobre a Chapa 2, segunda colocada,
que obteve 35,18% dos votos e comporá a diretoria da entidade. As chapas
3 e 4 conseguiram 2.201 (3,64%) e 2.048 votos (3,10%) respectivamente,
não atingindo o coeficiente mínimo para integrar a direção.
Na tentativa de auxiliar a oposição, na reta final da
eleição o governo Serra anunciou uma série de medidas deseducacionais,
prontamente rechaçada pela direção da Apeoesp. Entre elas, a atribuição
de aulas compulsórias; a imposição da avaliação de desempenho dos ACTs
(Admitidos em Caráter Temporário); a imposição de dificuldades à
participação nos concursos de remoção e o impedimento à utilização do
artigo 22 (que possibilita ao professor efetivo substituir outro
efetivo).
Diante das reiteradas agressões aos direitos da categoria
e ao ensino público, a Apeoesp convocou uma assembléia estadual dos
professores, com paralisação, na próxima sexta-feira (13), na Praça da
República.
Passada a disputa eleitoral, Bebel quer a categoria unida e
mobilizada para derrotar os abusos do tucanato, somando forças com pais
e alunos. Segundo a presidente da Apeoesp, a tomada de consciência por
parte da comunidade escolar de que há um inimigo comum a ser derrotado é
a chave da vitória. “Estamos enfrentando um difícil processo de
destruição de nossa escola pública por parte do governo estadual. Os
mais recentes ataques engendrados pela Secretaria de Estado da Educação
demonstram o profundo desrespeito e descompromisso com a garantia de um
processo de ensino-aprendizagem com qualidade à população de São Paulo”,
declarou.
De acordo com Bebel, “os resultados negativos da educação
paulista em avaliações como o Saresp e o Enem comprovam o descaso deste
governo que há 13 anos comanda o Estado e impõe políticas para um dos
mais importantes setores públicos sem debate com aqueles mais
diretamente interessados na questão educacional: estudantes e
professores”. Entre estas políticas, denunciou, está “a aprovação
automática, o fechamento de centenas de escolas e milhares de classes, o
empobrecimento do currículo, a desvalorização dos profissionais com
baixíssimos salários e ausência de formação continuada, a superlotação
das classes, a demissão de funcionários, a desvalorização dos conselhos
de escola, da gestão democrática e dos grêmios estudantis”.
Contra todos estes desmandos, sublinhou, “a Apeoesp defende
a unidade de todos aqueles preocupados com o resgate da escola pública
de qualidade. Queremos ampliar nossa luta por uma escola pública que
seja capaz de assegurar aos estudantes, professores e pais o papel de
protagonistas dos processos de mudanças educacionais, transformando o
sistema de ensino em um instrumento de inserção e libertação do mundo
contemporâneo”.
LEONARDO SEVERO |