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Al Duri: “A
ocupação está derrotada e em desespero”
O
Comandante-em-chefe da guerrilha iraquiana e secretário-geral do partido Baas,
Izzat Ibrahim Al Duri, afirmou: “A Resistência destruiu a aliança do mal, cujas
partes estão em fuga uma após a outra. Apenas Bush permanece aferrado à sua
débâcle”
O
Comandante-em-chefe da Resistência Iraquiana, secretário-geral do partido Baas,
e vice de Sadam no Conselho da Revolução, Izzat Ibrahim Al Duri, afirmou em
entrevista ao jornal egípcio “Al Mawqif Al Arabi”, concedida dentro do Iraque ao
editor-chefe Abdel Azim Manaf, que “a Ocupação está derrotada e em desespero” e
declarou-se pronto a discutir com os EUA assim que Washington “reconheça a
Resistência como única representante legítima do povo iraquiano” e anuncie “a
decisão da retirada”. “A Resistência destruiu a aliança do mal, cujas partes
estão em fuga uma após a outra. Apenas Bush permanece aferrado à sua débâcle”,
afirmou o líder iraquiano.
TOCA DO
LEÃO
Várias vezes
dado como morto, e sobre quem há uma recompensa de 10 milhões de dólares, Al
Duri concedeu a entrevista – como contou mais tarde Manaf à agência de notícias
Associated Press – “na sua toca de leão entre seus soldados, no campo de
combate, enquanto as armas soavam”. Graças ao jornalista palestino Nicola Nasser,
um veterano de Bir Zeit, que fez uma tradução da entrevista e edição dos seus
principais trechos, podemos apresentá-la aos nossos leitores. Na introdução, o
editor egípcio salientou – entre outros traços notáveis de Al Duri – seu
conhecimento da história da nação Árabe e do Islamismo. “Aos 66 anos de idade, e
contra os boatos e “torcida” dos invasores, o comandante da Resistência avisou
que está “em boa saúde e à frente do embate jihadista”, até a “vitória ou ao
martírio”. Como denunciou Al Duri, além do genocídio sistematicamente levado a
cabo contra o Baas, o comando da invasão e a mídia imperial têm buscado, a todo
custo, ocultar o papel do partido revolucionário na preparação, desencadeamento
e sustentação da Resistência iraquiana.
“Antes de
2003, o inimigo imperialista usou forças internas do Iraque e às vezes da nação
árabe; outras vezes, potências regionais para nos combater em seu proveito”,
assinalou o líder do Baas. “Quando seus instrumentos locais e regionais falharam
em deter a marcha do renascimento pan-árabe do Iraque, o inimigo EUA entrou
diretamente no campo de batalha, juntou grandes potências e conduziu ele próprio
a invasão e a ocupação”, destacou.
Al Duri
identificou os “três estágios” da luta em curso. “O primeiro, quando formações
regulares das bravas forças armadas se levantaram contra os invasores dos EUA;
em seguida, o lançamento do levante popular contra o invasor”. “A integração
entre povo, governo e militares ocorreu imediatamente e a guerra de libertação
popular começou na primeira semana da invasão, conforme fora planejado pela
liderança [Sadam] e de acordo com nossa estratégia”, ressaltou.
“No segundo
estágio, formações das organizações de base do partido, Fedains de Sadam e
voluntários desencadearam operações de martírio”, acrescentou Al Duri. Ele
registrou um fato pouco conhecido: o de que “as gloriosas mulheres iraquianas
participaram nas primeiras formações da Resistência”. Como a heróica ação levada
a cabo por duas iraquianas “já no terceiro dia da ocupação em Bagdá”, e outra
operação “em Nassiria”.
O terceiro
estágio é o atual: “sustentar a resistência ao invasor e continuar a batalha até
a libertação do Iraque”. Uma “confrontação histórica e decisiva” – considerou –
de responsabilidade do Baas, do grande povo iraquiano e da sua Frente Nacional,
Jihadista, Pan-Árabe e Islâmica, com a incumbência de “libertar nossa nação
árabe e a humanidade como um todo”.
MÁRTIRES
A derrota vem
sendo imposta ao invasor, ainda que a um elevado preço. Como apontou Al Duri,
“mais de um milhão e trezentos mil iraquianos caíram mártires”, sendo que “os
combatentes do Baas que tombaram na batalha já ultrapassam 120 mil”. Mas, apesar
de tamanhos sacrifícios, da perseguição sofrida, e das condições estritas para
filiação na situação de guerra, “milhares e milhares de jovens de 16 a 25 anos
vêm ingressando nas fileiras do Baas” e “mais dezenas de milhares” nas
organizações sob sua liderança, completou o comandante. “A coluna vertebral da
ampla luta de libertação do Iraque é a resistência empreendida pelo Baas e pelas
forças nacionais, pan-árabes e islâmicas, com o Alto Comando à frente, e que
cobre o país inteiro, de Um Qasr a Zako, e de Al Qaim a Mandali”.
ANTONIO PIMENTA |