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Barack taxará as petroleiras para ajudar
famílias dos EUA
O
candidato democrata Barack Obama declarou no domingo, 8, que irá “taxar os
lucros das grandes petrolíferas, como a Exxon-Mobil, para ajudar as famílias
a arcarem com os gastos cada vez maiores com a energia e com outras contas”,
ao invés de “conceder isenções fiscais bilionárias para as grandes
corporações”.
“Ao mesmo tempo em que estamos lutando duas guerras, quando
milhões de americanos não podem pagar as mensalidades escolares, quando
estamos pagando mais de US$ 4 no galão de gás, o homem que se diz contrário
aos gastos exagerados do governo quer conceder US$ 1,2 bilhão em isenções de
impostos à Exxon-Mobil”, disse Obama em referencia às propostas do
republicano John McCain. “Isso não é apenas irresponsável. É ultrajante”,
acrescentou.
“Essa permanente ocupação do Iraque deixará nossos filhos
com uma montanha de dívidas”, asseverou.
Obama denunciou que o plano econômico proposto pelo
candidato republicano McCain “aponta para uma total continuidade da política
de George Bush”.
“Ele afirma que nós fizemos grandes progressos em nossa
economia nos últimos oito anos, chama a si mesmo de um conservador fiscal e
durante a campanha criticou os gastos do governo. Mas ele não vê nenhum
problema em gastar centenas de bilhões de dólares em isenções de impostos”,
acrescentou o senador democrata.
“Se as políticas de John McCain forem implementadas, elas
fariam com que o déficit público aumentasse 5,7 trilhões de dólares na
próxima década. Isso não tem nada a ver com conservadorismo fiscal. Foi isso
o que George W. Bush fez ao longo de oito anos”, denunciou o candidato
democrata.
“O povo dos EUA está diante de duas opções: mais das mesma
política que se mostrou inadequadas, que fizeram explodir nossa dívida e
abalaram as bases de nossa economia ou uma mudança que irá restaurar o
equilíbrio da nossa economia; que irá investir em nosso povo; que irá dar
energia para virarmos essa situação”, disse.
“Não é preciso ler os índices das bolsas ou acompanhar as
manchetes do caderno de finanças para compreender a seriedade da situação em
que estamos”, afirmou Obama. |