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José Alencar repele a restrição ao consumo
Após seminário em comemoração aos 20 anos da
Constituição, o vice-presidente José Alencar disse que a expansão de 5,8% do
Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, em relação ao mesmo
período do ano passado, está dentro das expectativas e que o país está em
condições de crescer a taxas ainda maiores.
Alencar criticou o aumento dos juros para conter o consumo. “Nós não podemos
ficar temerosos quando há uma demanda por bens de consumo. O nosso país
ainda é de subconsumo, então, nós não podemos ter, de forma alguma, outra
coisa senão júbilo pelo aumento do consumo”, afirmou.
Em sua avaliação, o que deve ser estimulado é a produção, para impulsionar o
desenvolvimento e a geração de empregos: “Daí a razão pela qual eu me bato
contra a política monetária restritiva no Brasil, porque nós precisamos
crescer. E a política restritiva, a primeira coisa que ela inibe são os
investimentos, além naturalmente de tentar inibir o consumo. Só que você não
pode achatar o consumo de quem não consome. Então esse tipo de medida não é
correto para o País no momento”.
O vice-presidente destacou que a taxa básica de juros reais no Brasil é
“dezenas de vezes superior à taxa básica média real do mundo”. “Estamos na
contramão em relação aos juros que nós praticamos”, frisou.
“Se essas taxas forem mantidas, nós vamos passar de R$ 1,2 trilhão de juros
gastos durante os oito anos de governo. Nos primeiros quatro anos nós
gastamos quase R$ 600 bilhões”, observou Alencar. |