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Investimentos públicos e consumo das famílias impulsionam a economia
O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos
os bens e serviços produzidos no país, registrou expansão de 5,8% no primeiro
trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2007. Em doze meses,
terminados no primeiro trimestre de 2008, o crescimento foi de 5,8%, o maior dos
últimos 12 anos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), nesta terça-feira.
O crescimento da economia foi puxada pelo aquecimento do mercado interno - com
aumento real dos salários e da expansão do crédito - e pelos investimentos
públicos, capitaneados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do
governo Lula. Os gastos públicos aumentaram 5,8% no período e o consumo das
famílias brasileiras subiu 6,6%. Foi a 18ª vez consecutiva que o IBGE registrou
aumento no consumo.
A taxa de investimento da economia brasileira em relação ao PIB foi a mais alta
para um primeiro trimestre desde 2001: 18,3%. A formação bruta de capital fixo -
indicativo dos recursos aplicados na economia - cresceu 15,2%, expansão
atribuída pelo IBGE ao aumento da produção e da importação de máquinas e
equipamentos.
Entre os setores que mais cresceram, o destaque foi a indústria, com a taxa
positiva de 6,9%, seguida pelos serviços (5%) e agropecuária (2,4%).
As exportações de Bens e Serviços que vinham com taxas positivas desde o
terceiro trimestre de 2006, registraram uma queda de 2,1% em relação ao mesmo
trimestre do ano anterior. As importações de Bens e Serviços também apresentaram
mais uma vez elevação nesta comparação, da ordem de 18,9%, o décimo oitavo
crescimento seguido desde o quarto trimestre de 2003.
Em valores reais, o PIB alcançou R$ 665,5 bilhões. |