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Atos em Tel
Aviv e Washington repudiam ocupação da Palestina
“Nós não vamos cessar nossa luta para colocar um
fim a todas as formas de ocupação, em todos os territórios e para a
conquista de paz justa e abrangente”, afirma o documento que convocou a
manifestação para o dia 7 de junho, em Tel Aviv, contra os 41 anos de
ocupação dos territórios palestinos.
O ato que reuniu judeus e árabes israelenses foi
organizado por 16 organizações entre elas o Bloco da Paz, Coalizão das
Mulheres Pela Paz, os partidos Hadash e Balad, Coalizão Estudantil da
Universidade de Tel Aviv e o Comitê Contra Demolição de Casas.
O documento denuncia o regime de ocupação e
segregação que governa Israel pela ocupação da Cisjordânia (incluindo
Jerusalém Oriental), Gaza e o território sírio no Planalto do Golan. “Seguem
crescendo os assentamentos ilegais, os bloqueios de estradas nos
territórios, cercas que dividem os territórios em enclaves e o Muro da
Segregação, construído sobre território roubado aos palestinos”.
“Através do bloqueio, transformaram Gaza em uma
gigantesca prisão, com sua população no limiar da fome”, acrescenta o
documento.
Atos contra a ocupação ocorreram em diversas
capitais, destacando-se a que foi realizada diante do Congresso dos EUA –
sob a consigna: “O mundo diz não à ocupação de Israel”, no momento em que o
deputado democrata Dennis Kucinich fazia um pronunciamento pela paz justa na
região. “Me preocupo com o futuro de Israel. Uma das preocupações se refere
ao fato de que os 40 anos de ocupação militar na Cisjordânia, Faixa de Gaza
e Jerusalém Oriental que foi e continua sendo brutal e injusta. É fato que o
governo de Israel continua a apoiar os assentamentos em terra palestina e
erigiu um muro, quase sempre sobre terra palestina que, como disse o juiz
Elaraby, da Corte de Justiça Internacional, em 2004: ‘O fato de que a
ocupação se depare com resistência armada não pode ser usado como pretexto
para a desconsideração dos direitos humanos fundamentais nos territórios
ocupados’”.
“Como afirmam muitos palestinos e israelenses,
Israel não terá um futuro brilhante a menos que inclua um diálogo aberto,
respeito pelos direitos humanos e à lei internacional e uma sociedade
construída com base na coexistência e tolerância”, concluiu o deputado
norte-americano. |