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Entidades se
mobilizam para ato na frente do BC contra a sabotagem ao crescimento
Entidades populares de
todo o Brasil estão mobilizando caravanas de diversos Estados para realizar no
próximo dia 19, em Brasília, uma manifestação por “Menos juros, mais
desenvolvimento”, que acontecerá em frente a sede do Banco Central. “A tentativa
do Banco Central de escalonar a Selic é um atentado contra o crescimento, contra
a geração de empregos e a melhoria das condições de vida do povo”, afirmou
Antônio Neto, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),
que junto à CUT, CTB, UNE, UBES, e outras entidades da Coordenação dos
Movimentos Sociais (CMS), está organizando o ato que pretende reunir milhares de
pessoas em frente à sede do BC.
Nos últimos dias 10 e
11, a CUT (Central Única dos Trabalhadores), em reunião da Direção Executiva
Nacional, em São Paulo, decidiu reforçar a mobilização, convocando todos os seus
filiados com a meta de “levar a campanha às ruas e aos locais de trabalho,
ampliando apoios na sociedade para pressionar pela mudança da política
macroeconômica”. De acordo com Quintino Severo, secretário-geral, “temos um
projeto claro de desenvolvimento com geração de emprego e distribuição de renda,
e isso está sendo colocado em xeque pelo recente aumento da taxa de juros
determinado pelo Copom, que vai na contramão da produção, alimentando os
especuladores”.
Para o presidente da
CTB, Wagner Gomes, “o Brasil precisa de uma rápida mudança de rumo em sua
política macroeconômica porque, enquanto outros setores do governo puxam o país
para o desenvolvimento, a política monetária do BC põe travas e segura o
crescimento da economia”.
No mesmo sentido, a
União Nacional dos Estudantes (UNE) também está preparando o ato em Brasília,
mobilizando centenas de universitários, que se reunirão na cidade para a
realização do seu 56º Conselho Nacional Entidades Gerais (Coneg).
Para Gabriel Alves, 1º
tesoureiro da entidade, “os estudantes brasileiros têm obtido importantes
vitórias, como a criação de 278 mil vagas no ensino técnico profissionalizante,
o processo de duplicação das vagas das universidades, a conquista de 385 mil
bolsas do ProUni. Mas isso tudo, que se soma ao PAC, ao crescimento do país, tem
um inimigo, que está dentro do Banco Central”, afirmou.
Michelle Bressan,
vice-presidente da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e
presidente da UMES-SP, destacou que as conquistas dos estudantes só não
avançaram mais “em função das altas taxas dos juros aplicadas pelo Meirelles,
que só servem para beneficiarem a especulação financeira e impedir o crescimento
do país”. Em relação às manifestações do dia 19, o diretor de políticas
institucionais da UBES, Thiago May- worm, afirmou que a entidade “está
concentrando a mobilização nos estados mais centrais e no Distrito Federal, mas
em todo o país os estudantes estão sendo mobilizados para o ato”.
Para o diretor da
Conam (Confederação Nacional das Associações de Moradores), Wanderlei Gomes da
Silva, “a Conan acaba de sair de um grande congresso, no qual a luta pelo
desenvolvimento teve grande ênfase, e queremos canalizar as forças do acumuladas
para a mobilização do dia 19”, afirmou.
JÚLIA CRUZ |