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Falta de merenda
nas escolas estaduais gera protestos no interior de São Paulo
Centenas de estudantes
de Araraquara, interior de São Paulo, foram às ruas esta semana em protesto pela
falta de merenda escolar nas escolas estaduais. O problema ocorreu devido a
falta de merendeiras. Desde julho de 2006, a contratação de merendeiras deixou
de ser responsabilidade do município e passou para o Estado. A falta de merenda
escolar vem prejudicando cerca de 4 mil alunos.
O estado chamou
funcionários concursados, de várias categorias profissionais, mas eles
desistiram após saber que a vaga era para merendeira. Em outras escolas, o
estado tentou resolver o problema passando recursos para as Associações de Pais
e Mestres (APMs) para a contratação de funcionários, mas eles tiveram que ser
dispensados porque o Ministério Público julgou a medida irregular.
A primeira
manifestação dos estudantes ocorreu na última segunda-feira (9), e contou com a
presença dos alunos da Escola Estadual Dr. João Pires de Camargo. O segundo
protesto foi realizado no dia seguinte (10), na Escola Estadual Profª. Angelina
Lia Rolfsen. “Os estudantes foram às ruas protestar contra a falta de merenda,
mas também para reivindicar melhorias na qualidade de ensino”. afirmou o
presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Araraquara (UMESA),
Walter Strozzi Filho.
Segundo a dirigente de
Ensino em Araraquara, Maria Nazaré Cuzinato, a falta de merenda nas escolas
públicas de Araraquara se deve ao déficit no quadro de funcionários. Segundo
ela, o problema deverá ser resolvido na próxima semana mas, por enquanto, as
escolas devem remanejar os funcionários de suas funções para cobrir a falta de
merendeiras.
Portanto faixas com
dizeres como “Abaixo a destruição tucana do ensino em São Paulo”, os alunos,
organizados pela UMESA e grêmios estudantis, se posicionaram também em relação
às bandeiras da classe estudantil. Foram lembradas a luta contra a “aprovação
automática”, pela valorização e melhoria das condições de trabalho dos
professores, e contra o “sucateamento que os tucanos vêm promovendo na educação
no estado”, como lembrou Walter.
“Não é justo que
o estado que detém 32% do PIB nacional não oferte ao menos merenda escolar”,
lembrou, Misael Henrique Emilio, secretário-geral da UMESA.
No dia 11, 7 grêmios
se reuniram para discutir uma nova paralisação das escolas, agendada para
sexta-feira, que culminará com uma grande manifestação. Segundo ele, os
estudantes contarão com o apoio da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino
Oficial do Estado de São Paulo) nesse novo protesto. |