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Produção de fertilizantes poderá ser estatizada
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes,
afirmou na sexta-feira (13) que o Estado poderá atuar na produção de
fertilizantes, com a finalidade de reduzir o preço desses insumos,
responsáveis por 40% do custo de produção de alimentos. “Em princípio, nós
queremos que nossas minas sejam exploradas. Mas, se for necessário,
evidentemente a Petrobrás terá que entrar nisso. Se for o caso, nós vamos
agir também, ou até reestatizar alguns setores que são necessários”,
afirmou.
Cerca de 70% dos fertilizantes utilizados no
Brasil são importados. Além disso, mais de 75% do mercado nacional de
fertilizantes é controlado por apenas três empresas (Bunge, Cargill e Yara),
todas estrangeiras.
“Diria que é um item estratégico para o Brasil,
já que o país é altamente dependente da importação de fertilizantes. Já
sabemos que no caso do fósforo temos minas para nos tornarmos
auto-suficientes no prazo de cinco a dez anos, em nitrogenados também temos
essas condições, e no caso do potássio temos também uma grande mina que
precisa de uma análise mais técnica e ambiental porque ela fica situada no
Amazonas”, frisou o ministro. Ele destacou também que a Petrobrás, mesmo sem
se associar a outras empresas, pode influenciar na exploração do potássio.
Após a privatização da Petrobrás Fertilizantes
S.A. (Petrofértil), em 1993, a monopolização do setor por grupos
estrangeiros foi a conseqüência imediata e nefasta à economia brasileira.
Isso significa que tanto a produção quanto os
preços são ditados por essas empresas estrangeiras, que visam única e
exclusivamente os seus superlucros. Segundo a Associação dos Misturadores de
Adubos do Brasil (AMA), na oferta total da mistura NPK (Nitrogênio, Fósforo
e Potássio) - matéria-prima para fertilizantes -, por exemplo, a produção
nacional correspondia a 47% em 1993 e caiu para 28% em 2007. E as
importações passaram de 53% para 72%, no mesmo período.
Por aí se vê importância da intensificação da
atuação da Petrobrás no setor, que hoje se dá através da Fábrica de
Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN), cujo principal produto é a uréia. Em
1993 o Brasil produzia 60% desse insumo e hoje importa 76%.
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