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Manifestações
celebram 80 anos do nascimento de Che
Na cidade
argentina de Rosário, onde Che nasceu, milhares de pessoas prestaram homenagem
ao líder revolucionário. Atos ocorreram em diversos países, entre eles Rússia,
México, Cuba, Bolívia e Nicarágua
Comemorações
em diversos países - como Argentina, Rússia, México, Cuba, Bolívia e Nicarágua -
celebraram no sábado, 14, o 80º aniversário de nascimento do revolucionário
Ernesto Che Guevara. Na cidade argentina de Rosário, na província de Santa Fé, –
onde Che nasceu, em 1928 - milhares de pessoas participaram de um ato em que foi
inaugurada uma estátua em homenagem ao revolucionário.
Pessoas de
diversas partes do país e do continente - em sua maioria jovens levando
bandeiras, cartazes, camisetas e bonés com o rosto de Che - lotaram a praça
central de Rosário, onde foi instalada a estátua do combatente, baseada na
célebre fotografia do cubano Alberto Korda, de 1960.
“A volta ao
mundo em 80 anos: Che volta para casa”, dizia um enorme cartaz na entrada da
cidade. Ao lado de Fidel Castro, Che liderou a vitoriosa Revolução Cubana.
Depois lutou no Congo e na Bolívia, onde foi assassinado depois de ter sido
capturado, no dia oito de outubro de 1967, na aldeia La Higuera, aos 39 anos de
idade.
Além
da multidão, a comemoração do aniversário de Che reuniu familiares, entre eles
seus filhos Aleida, Celia, Camilo e Ernesto; os irmãos Roberto, Célia e Juan
Martín; e amigos como Alberto Granado e Carlos “Caliça” Ferrer. Em nome dos
familiares de Che, Aleida declarou “que o mais importante é que os jovens
estejam aqui. Transformar suas idéias em ações práticas todos os dias, isso faz
com que meu pai siga vivendo entre nós”.
O ato reuniu
também autoridades da província de Santa Fé, do município de Rosário, o
embaixador cubano Aramis Fuentes, lideranças sindicais, estudantis e outras
personalidades. Ao final, foi lida a Declaração de Rosário, assinada por mais de
80 organizações políticas e sociais clamando “pela unidade das forças
progressistas” argentinas e chamando pela “fidelidade ao legado de Che”. Em
menção às qualidades imprescindíveis do homem novo, como dizia Che, o documento
afirma que sua melhor expressão atualmente são os cinco jovens cubanos
aprisionados nos EUA por lutar contra o terrorismo, “com ênfase em sua atitude e
espírito de luta ante a injustiça cometida contra eles”.
A estátua de
bronze de Che, que mede quatro metros e pesa três toneladas, foi obra do
escultor argentino Andrés Zerneri, feita com 75 mil chaves e pequenos objetos de
bronze doados por 14 mil admiradores de Che. A escultura mostra o guerrilheiro
de corpo inteiro, caminhando e com a expressão eternizada por Korda, com boina e
cabelos longos.
“Zarneri
participou de um sonho, assim como todos os que puderam participar desta obra;
parecíamos abelhas em uma colméia e a cada dia chegavam chaves e cartas
emocionantes de todo o mundo. Zerneri quis que a obra tivesse esse sentido de
irmandade e solidariedade”, disse um dos jovens que trabalharam com o escultor
argentino.
Antes de ser
colocada definitivamente em Rosário - a cerca de 350 quilômetros de Buenos Aires
-, a estátua percorreu algumas das mais emblemáticas avenidas da capital
argentina, e navegou pelo Rio Paraná durante quatro dias. Houve lágrimas,
aplausos, cantos e chuvas de flores e papéis por todo o trajeto da estátua pelo
país.
Durante o mês
inteiro de junho ocorrerão atividades em Rosário, “La Ciudad del Che”. Desde o
início do mês ocorrem exposições, conferências, festivais de vídeos e de música
para celebrar o aniversário de Che.
RODRIGO CRUZ |