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Milícia
afegã liberta 1.100 de prisão da ocupação e cerca a cidade de Kandahar
Milícias
da Resistência do Afeganistão tomaram diversas aldeias em torno da principal
cidade ao sul do país, Kandahar. Os integrantes da polícia fantoche
assumiram que a operação foi realizada por centenas de combatentes. O
governador do distrito de Arghandab, Mohamed Faroq, que fica na província de
Kandahar, declarou que posições foram ocupadas em duas aldeias de seu
distrito por pelo menos 500 patriotas. O chefe da polícia, Sayed Saqeb,
disse que uma reação a eles estava “sendo preparada”.
Os
integrantes da Resistência comemoraram o sucesso da operação ocorrida na
noite de sexta, 13, em que 1.100 prisioneiros foram liberados de uma prisão
da ocupação em Kandahar. Dos libertados, pelo menos 400 eram guerrilheiros
da luta contra a ocupação.
Qari
Yousef Ahmadi, porta-voz dos patriotas afegãos, deu entrevista à Der Spiegel
onde destacou: “Nós planejamos por um longo tempo e vencemos”. Ahmadi
descreveu que a operação teve início quando o portão principal da cadeia
explodiu sob a ação de um caminhão bomba. Segundo ele, 80 combatentes
participaram da ação. Eles invadiram a prisão sobre motos para liberar os
presos, que foram a seguir transportados em vans.
É mais
uma demonstração de força da Resistência, que em abril deste ano havia
atacado, e por pouco não detonou, o presidente do governo fantoche, Hamid
Karzai, em uma operação realizada em plena parada militar para comemorar a
entrada da ocupação no país.
Os
atacantes estavam próximos à prisão e prepararam os prisioneiros para a
libertação contatando-os através de celulares. “Os combatentes libertados se
reunirão aos que planejam os próximos ataques contra as tropas de ocupação e
os que colaboram com elas”, declarou Ahmadi. Os mesmos prisioneiros haviam
realizado uma greve de fome, não noticiada pelo comando da ocupação, em que
protestaram contra torturas. “Os que escaparam simbolizam que o governo está
mais do que fraco”, disse ainda Ahmadi. Em outra entrevista, o comandante
Qari Bashir Haqqani alertou os ocupantes que “terão que carregar muito mais
corpos em caixões se não chegarem à conclusão realista de que suas forças
devem simplesmente se retirar de nosso país”.
E os
combates prosseguem. No sábado, uma bomba explodiu à passagem de um comboio
da ocupação e quatro soldados da invasão foram mortos.
NATHANIEL
BRAIA |