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CUT, CGTB, UNE e MST lançam manifesto em defesa do povo e
do governo bolivianos
A
Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que congrega várias entidades
nacionais como CUT, CGTB, CTB, UNE e MST, aprovou documento “em defesa
do povo e do governo bolivianos”, que vêm sendo vítimas no último
período de uma campanha movida por grandes latifundiários e
testas-de-ferro das transnacionais em defesa da divisão do país. Veja
abaixo, a íntegra do documento de solidariedade contra a ingerência
norte-americana:
“A
Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) vem a público manifestar a sua
mais ampla e irrestrita solidariedade ao povo e ao governo bolivianos
contra a ingerência do governo norte-americano, que estimula e financia
a tentativa de divisão do país.
A
conspiração foi denunciada e fartamente documentada pelo presidente Evo
Morales, que alertou sobre as ações ilegais do embaixador
norte-americano na Bolívia, Philip Goldberg, o mesmo agente que atuou na
secessão da ex-província Sérvia. O próprio funcionário da segurança da
embaixada dos EUA, Vincent Cooper, foi considerado persona non grata no
país, após ter utilizado estudantes para fazer espionagens e
perseguições para os norte-americanos.
Frente
aos inegáveis avanços sociais obtidos com o governo popular e
democrático de Evo Morales, grupos fascistas e mercenários - a soldo dos
grandes latifundiários que resistem à reforma agrária - e
testas-de-ferro das transnacionais contrárias à retomada do patrimônio
público pelo Estado, buscam fazer a roda da história girar para trás.
Ao
erguer a bandeira do separatismo em Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, a
pretexto das chamadas autonomias departamentais, a direita boliviana, em
sintonia com o governo dos EUA, investe no enfraquecimento da nação, na
ânsia de conter mudanças que põem em xeque seu histórico, retrógrado e
excludente domínio.
Nos
manifestamos em favor da soberania nacional e da auto-determinação dos
povos e denunciamos mais esta intervenção imperialista contra a
integração latino-americana, agressão também materializada no continente
pelo Plano Colômbia e pelos constantes ataques às conquistas
democráticas na Venezuela.
Condenamos os
referendos ilegais e inconstitucionais desses quatro departamentos que
constituem a chamada “Meia Lua” na porção oriental da Bolívia. O
separatismo empunhado pelos “autonomistas” é a bandeira dos golpistas,
que preferem transformar seu país em protetorado estrangeiro do que
perder seus privilégios econômicos e sociais para beneficiar a maioria
explorada e oprimida de seu próprio povo.
Neste
momento de decisão, onde a diplomacia do dólar e dos mariners tenta
implantar um enclave no Cone Sul, somamos nossa força e nossa voz em
defesa do mandato popular do presidente Evo Morales e contra a política
separatista das oligarquias.
Unidade, solidariedade e mobilização. Venceremos! |