Cartas
Defesa
da Amazônia
Durante o mês de maio, ocorreram
sucessivos fatos referentes à Amazônia.
Em meados de maio, a ministra Marina
Silva pediu demissão do governo, ao
mesmo tempo em que a discussão sobre a
internacionalização da região veio à
tona. Um conjunto de acontecimentos
relacionados não pode ser coincidência
quando há interesses capitalistas para
explorar esta área, com a quantidade de
latifúndios e desmatamento aumentando.
As potências mundiais querem discutir a
internacionalização da Amazônia. Segundo
as mesmas, o Brasil não tem condições de
cuidar bem da floresta. A entrega de
terras aos países de grande porte
econômico prejudicará a floresta. O
Brasil é dono do território da Amazônia
e não tem de ser submisso ou omisso
perante a sua responsabilidade. Defender
os justos interesses da região é função
não somente das autoridades brasileiras,
mas, de toda a sociedade. Resguardar a
floresta é um dever de todos para
perpetuar as diferentes espécies de
seres vivos no planeta Terra.
Emerson Gibalt, por correio eletrônico
"Vitória
de Obama"
Já ouvi comentários de que Barack Obama
não representaria a maioria dos negros
de seu país, que sua geração não passou
pelas agruras dos tempos mais terríveis
do racismo nos Estados Unidos, etc. Tudo
isso são opiniões subjetivas.
Objetivamente, Obama é o avanço do sonho
de Martin Luther King. Como os Estados
Unidos são o país mais poderoso do
planeta, ser governado por um negro
certamente incrementará a auto-estima
dos negros no mundo, tornando-se o sonho
da igualdade social. Obama, se eleito,
terá tudo para ser um ícone da
humanidade. Com ele, o país perderá a
pose e ganhará a pureza da democracia.
Duas ações que elevarão Obama ao patamar
de guardião dos Direitos Humanos será
retirar o exército do Iraque e acabar
com o embargo econômico a Cuba. Torço
com todas as minhas forças psicológicas
e místicas para que ele seja o
presidente dos EUA. Chega de Bush!
Lair Estalisnau Alves – BH - MG
Viva
Che!
Muitos países latino-americanos
prestaram uma justa homenagem aos 80
anos de nascimento do guerrilheiro
heróico. Que o Brasil beba mais desta
eterna fonte de inspiração para a luta
pela igualdade entre os homens.
Tamara Arruda - Vitória - ES
Caos
na educação
A educação de São Paulo reflete o
abandono em que se encontra o nosso
Estado há 12 anos: escassez de
investimentos, parcos incentivos à
classe docente e, para completar, a
implantação da “aprovação automática”.
Assim, nossos alunos cada vez mais se
formam sem possuir o conteúdo adequado
ao prosseguimento dos estudos. Essa
política é responsável pela dissolução
dos sonhos da maioria das nossas
crianças e adolescentes, que almejam e
vêem como única oportunidade de alcançar
o ensino superior, o ingresso em uma
universidade pública. Na prática, esses
jovens serão excluídos nos funis que
hoje representam os vestibulares. As
vagas públicas atualmente pertencem aos
mais abastados financeiramente, o que se
caracteriza como total contradição.
Medidas de inclusão como o ProUni, a
Reforma Universitária, o Fies e tantas
outras que estão sendo tomadas pelo
atual governo federal contribuem para a
diminuição do abismo, mas enquanto
tivermos em São Paulo um governo que não
volta os olhos para a educação pública,
não conseguiremos avançar.
Patrícia Aguirre - Jundiaí - SP
Professores
na luta
Há três anos sem reajuste, os
professores paulistas entraram em greve
contra o arrocho e as péssimas condições
de ensino no mais rico Estado do país.
Onde já se viu sala com 50 alunos, 80%
das escolas sem biblioteca e até sem
livros didáticos. Aliás, em uma dessas
cartilhas distribuídas pela nova
secretária, havia a palavra “encino”,
assim mesmo, com c. Ignorância sem
limites.
Maria Elisandra – Bauru - SP
Greve
do Magistério
É impressionante como a grande mídia
distorce informações essenciais,
dificultando a análise crítica e a
própria averiguação de dados, que mantém
guardados sempre que depõem contra seus
financiadores tucanos. Um exemplo disso
é a greve do Magistério no Estado de São
Paulo, que só é notícia quando pára o
trânsito. Nem uma vírgula sobre a
trágica infra-estrutura do ensino e o
fato de que, pela falta de investimento,
as escolas estão se transformando em
depósitos de crianças. Minha
solidariedade aos mestres em suas
reivindicações.
Veridiana Marcondes - Santos - SP
Privatização
Após a privatização da Telesp, percebo
dia após dia o quanto vem caindo a
qualidade do nosso serviço de telefonia.
Por julgar os preços abusivos praticados
pela Telefónica, optei por utilizar o
serviço da NET, esperando que meus
benefícios fossem maiores. Mero engano.
A NET, além de me fornecer qualidade
baixíssima de sinal, no qual em vários
momentos meu telefone simplesmente não
funciona, cobra taxas exorbitantes em
cada pulso. Minha próxima tentativa será
o “LIVRE”. Espero que funcione ao menos
com um pouco de qualidade, pois após
tristes tentativas com a Telefónica e a
NET, estou quase desistindo.
Júlia Milano - Campinas - SP