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Contratos
com a multinacional aceleraram no governo Alckmin
As informações sobre volumosos recursos pagos pela Alstom para subornar
integrantes do governo paulista foram trazidas à tona através de uma
investigação realizada na Suíça. Um levantamento feita pela bancada do PT na
Assembléia Legislativa, junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE),
constatou que, de 1989 a 2007, foram assinados 139 contratos entre a Alstom
e o governo do Estado, totalizando R$ 7,6 bilhões (atualizados pelo IGP-DI).
Na gestão de Mário Covas foram firmados 40 contratos (R$ 2,3 bilhões),
pulando para 77 no governo Geraldo Alckmin (R$ 3,1 bilhões). O governo Serra
prorrogou um contrato de 1989 para 8/6/2008, contando com 23 aditamentos.
No governo Alckmin, o Metrô e a CPTM realizaram duas compras ilegais à
Alstom. No Metrô, foi usado um contrato de 1992 para comprar 16 trens em
2005. O contrato de 1992 era para a compra de 22 trens, dos quais 11 foram
entregues. Em 2005, exumou-se o contrato de 13 anos antes para comprar os 11
trens que faltavam e mais 5 outros, gastando-se com isso R$ 500 milhões. Na
CPTM, o contrato era de 1995, encerrado em 2000, e todos os 12 trens nele
previstos já haviam sido entregues. Em 2005, esse contrato foi ressuscitado
para uma outra compra de 12 trens, no valor de R$ 223,5 milhões, sem nenhuma
relação com a primeira.
Pelo esquema montado pelos tucanos, os subornos foram pagos em paraísos
fiscais através de empresas de fachadas, como a “MCA Uruguay”, “Taltos”,
“Splendore y Asociados”, “Andros Management”, “Janus Holding” e “Compania de
Asesores de Energia S.A.”. Houve também um pagamento feito internamente,
através da Acqua Lux Engenharia e Empreendimentos. |