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Dilma rebate “tentativa de escandalizar o nada”
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,
afirmou que há uma “tentativa de escandalizar o
nada” na divulgação de contatos que teve com o
advogado Roberto Teixeira. “Se você olhar minha
agenda de audiências, ela abrange uma quantidade
muito grande de pessoas, empresários, setores da
sociedade. Não vejo nada (de irregular), a não
ser que alguém queira criminalizar o nada”,
ressaltou a ministra.
O advogado, que é compadre do presidente Lula,
foi acusado pela ex-diretora da Agência Nacional
de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, de
influenciar a aprovação da venda da VarigLog ao
fundo Matlin Patterson e a três sócios
brasileiros, em 2006. Roberto Teixeira nega que
teria conseguido algum apoio político,
argumentando que o trabalho desenvolvido pelo
seu escritório se deu no campo jurídico.
Dilma Rousseff disse, na última terça-feira, que
foi mesmo procurada pelo advogado e sua filha
Valeska. “Eles vieram tratar, basicamente,
naquela época, que foi bem no início do
processo, da questão relativa aos leilões da
Varig. Agora eu acho que há uma escandalização
do nada”, declarou, indagada sobre o assunto
tratado nas audiências. “Eu participei bem pouco
do processo da Varig”, completou Dilma.
A ministra reagiu com indignação à pergunta se
sua agenda era uma “obra de ficção”, uma vez que
as reuniões não constavam da relação de
audiências concedidas pela Casa Civil. “Minha
agenda não é uma ficção pública. É, em alguns
momentos, uma impossibilidade. Porque eu tenho,
às vezes, três encontros na mesma hora. Atendo,
em média, quase doze horas por dia”, assinalou.
Sobre o fato de o presidente Lula ter se
encontrado algumas vezes com Teixeira naquele
ano, o ministro das Relações Institucionais,
José Múcio Monteiro, foi enfático: “É preciso
deixar claro que o presidente Lula e o advogado
Roberto Teixeira são compadres, amigos de longa
data. É preciso ver isso com naturalidade.
Agora, isso nunca interferiu numa decisão de
governo”, assinalou.
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