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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Pedágio I
Após promover a
entrega de nossas rodovias para a iniciativa privada, a tucanada que governa
São Paulo agora decide nos assaltar através de cobranças absurdas nas
tarifas de pedágio.
O aumento de
11,25% é mais uma demonstração da falta de compromisso com a população que
esse governo possui. Por outro lado, o fato demonstra claramente que o real
compromisso deles, é encher de dinheiro o bolso da iniciativa privada.
Já está mais do
que na hora da população de São Paulo dar a resposta a essa corja que está
há tantos anos no governo de nosso estado, e as próximas eleições estão aí
para isso.
Marli Santos,
por correio eletrônico
Pedágio II
Não consigo me
conformar com o valor da tarifa do pedágio da Imigrantes, administrado pela
Ecovias. A partir desse aumento, o valor da passagem de ida de Praia Grande
a São Paulo é mais barata que o pedágio da Ecovias! Onde já se viu isso? É
uma exploração e ninguém faz nada! É uma falácia também dizer que o serviço
que essa empresa presta é absolutamente bom. O trecho que corta São Vicente
da Imigrantes é o pior que se pode oferecer a um consumidor. A ponte que
liga São Vicente a Cubatão, no trecho da Imigrantes, está mal conservado,
com buracos, buracos grandes! Quero manifestar o repúdio à essa privatização
que tornou o nosso direito e ir e vir muito caro!
Franz Josef
Hildinger, por correio eletrônico.
Resolução não é
Lei
Este país criou o
conceito de que lei deve ter produção idêntica à de um produto de fábrica.
Não raro a imprensa critica deputados que não apresentaram nenhum projeto.
Não mencionam que nenhum projeto pode ser melhor do que apresentar mil para
dar nome a ruas e fazer condecorações a pessoas, inclusive a muitas que
merecem apenas a cadeia.
Além do excesso de
leis confusas e desnecessárias, existem as normas auxiliares ou instrutivas,
já autorizadas pelas próprias leis aos órgãos executivos. As principais são
portarias e resoluções. Trazem ainda regulamentos e regimentos internos,
além de apostilas, circulares e outras formas subalternas de legislação.
Na Justiça
Eleitoral essa situação acentua-se no período pré-eleitoral. Até as eleições
municipais de 1996, era aprovada uma lei específica para cada eleição. Em
1997, o Congresso aprovou a lei 9.504 de forma permanente para regular todas
eleições. Pode e deve ser alterada sempre que for necessário. Mas a mistura
de várias leis gera conflitos constantes. Às vezes, por que normatizam a
mesma coisa com prazos e requisitos a mais, a menos, ou diferentes. Noutros
pontos a divergência decorre de conflito das normas.
Apesar da lei ter
sido aprovada para todos as eleições, as chamadas resoluções continuam sendo
expedidas para cada eleição. Os textos dessas “subnormas” reproduzem as leis
literalmente. Quando acrescentam ou inovam, geralmente ficam em desacordo
com as leis e, portanto, ilegais. Mesmo abusivas ou ilegais, o Poder
Judiciário costuma forçar o cumprimento, o que torna essas resoluções com
força igual ao das leis, ou superiores.
Esse excesso de
normas fere alguns princípios constitucionais. Um, seria o de que ninguém é
obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa por não estar previsto em
lei. Também a função primordial de legislar do Congresso Nacional. O pior é
que essas normas subalternas não fixam o quê, e como, se deve ou não ser
feito.
O Congresso
Nacional precisa aprovar menos leis, mas aprová-las com os procedimentos
completos. Os órgãos administrativos e executores precisam diminuir e
adequar melhor suas normas internas. Devem disciplinar apenas a forma de
execução. Não devem criar, ampliar, modificar requisitos e prazos, a
pretexto de que estão instruindo a lei. Já o Tribunal Superior Eleitoral
precisa aprovar resoluções de eficácia permanente para todas as eleições.
Pedro Cardoso
da Costa, por correio eletrônico.
Botafogo e
Muricy
Quero manifestar
minha revolta com esse tal de Muricy Ramalho, que desmerece o meu Botafogo.
Chamar o nosso Glorioso Clube de “time pequeno” foi o máximo da imbecilidade
dessa criatura. O Botafogo, que ele não saiba, foi muitas vezes campeão e
base de seleções mundiais vitoriosas (1958, 1962 e 1970), com Garrincha,
Nilton Santos, Didi, Amarildo, Zagalo, Manga, Jairzinho, Gerson, entre
outros. Ele está no comando do São Paulo por enquanto, mas o destino poderá
colocar essa anta no Rio de Janeiro. E aí? Vai suportar a revolta da Torcida
Alvinegra? Guardamos tudo que nos diz respeito, seja de bom ou ruim. Se você
não gosta do nosso Botafogo, problema seu, mas nunca destile seu ódio por
nossas cores.
Fernando Cezar,
por correio eletrônico. |