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Bolivianos
celebram união contra sanha da oligarquia
Multidão comemora aniversário da Polícia Nacional em festa patriótica ao lado do
presidente Evo Morales, dos comandantes da Instituição e das Forças Armadas. “Os
que atentam contra a integridade da Bolívia estão sendo usados pelo Império,
pela embaixada norte-americana”, afirmou Evo
LEONARDO
SEVERO
Enviado Especial
“Há alguns dias escutamos rumores de grupos usados
pelo Império, pela embaixada norte-americana, que atentam contra a integridade
da Bolívia. Isso tem que acabar. Somos um país, uma nação, a quem temos de
honrar servindo ao povo e não aos interesses alheios, do estrangeiro”, afirmou o
presidente Evo Morales, ovacionado por dezenas de milhares de civis e militares
que compareceram, terça-feira, à festa de aniversário de 182 anos da Polícia
Nacional, na praça Villarroel, em La Paz.
Celebrando a unidade
cívico-militar em defesa da democracia, da soberania e da integridade da
Bolívia, estiveram presentes os comandantes da Polícia Nacional, Exército,
Marinha e Aeronáutica, ministros, embaixadores, governadores, prefeitos e
lideranças dos movimentos sociais das diferentes regiões, que sublinharam a
necessidade do respeito à lei e ao Estado de direito para garantir o bem-estar
social.
O comandante geral
da Polícia Nacional, general Miguel Gemio Urrutia, frisou que a condição
primeira do servidor público que trabalha pela segurança é garantir a liberdade,
o respeito aos direitos humanos e à Constituição. “Nós policiais nascemos das
mesmas entranhas do povo, trabalhamos e estamos dispostos a oferecer nossas
vidas, caso seja necessário, para garantir estes nobres objetivos”, enfatizou.
No dia anterior,
governadores da chamada Meia Lua (formada por Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija,
no Oriente boliviano) haviam voltado a declarar suas regiões “autônomas” do
poder central, abrindo um processo inconstitucional e ilegal de secessão no
país, diante do que o presidente demandou ao Congresso Nacional que os intime
por crime de responsabilidade.
“O objetivo dos
golpistas é a volta da escravidão. Por isso querem paralisar o nosso governo e o
processo revolucionário. Não aceitam a redistribuição da riqueza gerada pela
nacionalização dos hidrocarbonetos, não se conformam com o avanço da reforma
agrária. Estas ações vêm garantindo importantes programas sociais, ampliando o
número de empregos e incrementando a massa salarial”, declarou Marina Hoyos, do
Comitê Cívico-Popular de Tarija.
Aproveitando o
simbolismo da data, o presidente Evo Morales lembrou que há 32 anos, desde o
sesquicentenário da Instituição, a Polícia Nacional não fazia uma comemoração
tão massiva, em comunhão com o povo, em plena praça. “Somos uma cultura que vem
de muitas batalhas dos nossos antepassados pela soberania. Essa luta é do campo
e da cidade, de profissionais e não-profissionais, de intelectuais e
não-intelectuais, dos uniformizados e não-uniformizados e, como instituição do
Estado, temos a obrigação de estender este esforço e esta consciência”, declarou
o presidente.
Denunciando os anos
de desmonte neoliberal, em que “não se investiu um centavo na melhoria das
condições da Polícia, para que pudesse servir ao povo”, Evo elogiou a
“sabedoria, honestidade e consciência de comandantes, oficiais e tropa” que
mantiveram a Polícia Nacional atuante contra o crime e dando segurança ao
cidadão.
Além de
prestar contas dos inúmeros investimentos realizados na instituição durante
estes dois anos de gestão, o presidente anunciou a criação de duas novas escolas
e uma Universidade Nacional da Polícia, “para melhor preparar os homens e
mulheres que têm vocação para servir ao povo boliviano”. |