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Apeoesp mobiliza 45 mil
professores aposentados por equiparação salarial
“A
hora é de unidade e luta em defesa de um projeto que assegure direitos, valorize
a experiência profissional e garanta qualidade de vida”, afirma Carfos Ramiro de
Castro, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de
São Paulo
Luta em defesa de um projeto que assegure direitos,
valorize a experiência e garanta qualidade de vida e equiparação salarial com os
trabalhadores na ativa. Este é o objetivo do VI Encontro Estadual dos
Professores Aposentados da Apeoesp, que será realizado no próximo dia 9 de maio.
Mobilizando os seus 45 mil associados aposentados, a
Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) tem
enfrentado a política de desmantelamento do ensino público, patrocinado pelos
sucessivos governos tucanos, e vem priorizando em sua pauta de reivindicações a
melhoria das condições de vida e trabalho, bem como o respeito aos que já
encerraram sua vida profissional.
“Os servidores do Estado de São Paulo e, especialmente, os
professores enfrentam as conseqüências de uma política de desrespeito
profissional e de discriminação, visível na política de bônus e gratificações
que afeta a carreira docente, destrói o salário e condena os aposentados”,
afirmou o presidente da Apeoesp, Carlos Ramiro de Castro (Carlão).
Segundo o sindicalista, “há três anos, os profissionais da
educação estão sem reajuste. A política salarial adotada pelo governo há 14 anos
é a concessão de bônus, prêmios e gratificações. Para agravar a situação dos que
já não estão mais na ativa, em 2008 houve o anúncio oficial de vinculação do
bônus mérito ao desempenho dos alunos. Se tratasse a escola como um processo
coletivo, a Secretaria da Educação não iria beneficiar um professor, penalizando
outros. São Paulo paga um dos piores salários em todo o território nacional,
obrigando a categoria a cumprir dupla e até tripla jornada”.
Levantamento recente feito pela subseção Dieese da Apeoesp
comprovou que o orçamento do governo estadual está abaixo do limite de gastos
com pessoal determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (já extremamente
baixo) e a sua arrecadação vem apresentando um crescimento real nos últimos
anos, o que significa que há dinheiro para a concessão de reajuste e
incorporação das gratificações.
“A categoria não pode perder a capacidade de indignar-se
com tantas injustiças e ironias de um governo que, ao mesmo tempo,
responsabiliza os aposentados pelo comprometimento de recursos para pagamento de
professores na ativa, não cumpre a data-base estabelecida por lei para reajuste
(1º de março) e, demagogicamente, lança um programa de respeito ao idoso nas
escolas públicas”, declarou Carlão.
O presidente da Apeoesp lembrou que “a falta de
investimentos nas políticas públicas eleva ainda mais o débito social do governo
com a terceira idade e isso não se resgata com programas demagógicos”. “Respeito
é atitude!”, enfatizou. |