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Força comemora
regulamentação das centrais e valorização do salário mínimo
“Neste dia
histórico para os trabalhadores, em que as centrais sindicais unificam suas
bandeiras e decidem fazer essas grandiosas manifestações no Brasil inteiro, nós
podemos dizer que temos algumas coisas a comemorar”, afirmou o presidente da
Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, durante a festa de 1º de
Maio da entidade, realizada na Praça Campo de Bagatelle, na Zona Norte da
capital paulista.
O presidente da
central ressaltou que, entre os motivos de comemoração, está a regulamentação
das centrais, a política de valorização do salário mínimo e a correção da tabela
do Imposto de Renda dos assalariados.
“Mas hoje,
companheiros, apesar destas conquistas, nós precisamos levantar nossas bandeiras
pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais”, acrescentou. Ele
defendeu ainda a mobilização dos trabalhadores para acabar com o fator
previdenciário e garantir o mesmo índice de reajuste do salário mínimo a todas
as aposentadorias.
A festa de 1º de Maio
promovida pela Força Sindical reuniu cerca de 1 milhão de pessoas na Praça Campo
de Bagatelle, na Zona Norte de São Paulo. O evento, com shows e sorteios de
prêmios, contou com a participação dos deputados federais Aldo Rebelo (PCdoB) e
Marcio Fraga (PSB), além de centenas de lideranças sindicais. O vice-presidente
da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Ubiraci Dantas, também
compareceu à festa para levar uma saudação à entidade. O sindicalista ressaltou
que o Brasil está crescendo e, para continuar no caminho do desenvolvimento, é
preciso que os trabalhadores se unam contra o aumento dos juros fixados pelo
Banco Central. “Não é possível que o governo do presidente Lula vá para uma
direção e esse presidente do Banco Central vá para outra, querendo aumentar as
taxas de juros”, enfatizou o dirigente da CGTB.
Paulinho encerrou o
ato político da festa conclamando todos a participarem do dia nacional de
manifestações em defesa da redução da jornada e pela ratificação das convenções
151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante
negociações salariais aos servidores públicos e impede as demissões imotivadas
no setor privado, respectivamente, convocado pelas centrais no dia 28 próximo. |