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PAC: investimento
público é o maior dos últimos oito anos
Volume recorde
atinge R$ 4,913 bilhões e alavanca obras de transporte e urbanização
Os investimentos da União atingiram R$ 4,913
bilhões no primeiro quadrimestre, o que representa um crescimento de 30% ante o
mesmo período do ano passado, quando foram gastos R$ 3,789 bilhões, em valores
nominais. A maior marca para o período dos últimos oito anos. Em 2001, de
janeiro a abril, os investimentos totalizaram R$ 1,874 bilhões.
Esse montante de investimentos de órgão públicos
federais, ligados aos Três Poderes números, recorde para o período, foi
alcançado mesmo com o Orçamento para 2008 ter sido aprovado somente em 24 de
março. Do total, R$ 4,7 bilhões são oriundos de restos a pagar - dívidas de anos
anteriores roladas para exercícios seguintes.
O valor dos investimentos da União tem
apresentado crescimento recordes desde o segundo semestre do ano passado.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo,
considera que, em grande parte, que o volume dos investimentos reflete a
execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Excetuando, evidente,
os gastos das estatais. “Em função dele, o governo reformulou sua estratégia de
monitoramento de projetos, passando a acompanhar com mais rigor a execução de
cada um”, disse.
O maior número de investimentos foi registrado
no Ministério das Transportes, com R$ 1,294 bilhão, seguido do Ministério das
Cidades, com R$ 752,699 milhões. Para este ano, o Orçamento da União prevê R$
40,198 bilhões para investimentos.
INCLUSÃO SOCIAL
O volume recorde nos investimentos, registrado
pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal,
ocorreu no momento em que a economia se encontra em expansão, ou seja, quando o
país começa a colher os frutos da decisão do presidente Lula em alcançar um
crescimento acelerado da economia. No ano passado, mesmo ano em que foi lançado
o PAC, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou uma expansão de 5,4% na
economia. Expansão, aliás, destacada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Rousseff, na Comissão de Infra-estrutura do Senado, na quarta-feira (7): “É
inequívoco o crescimento. E ainda fizemos inclusão social”, afirmou, ressaltando
ainda que o Brasil está crescendo sem inflação.
Dos investimentos feitos pelo Ministério das
Cidades, R$ 245 milhões foram destinados ao programa de urbanização,
regularização e integração de assentamentos precários. A urbanização é um dos
itens que tem merecido a atenção especial no período inicial de implantação do
PAC. Só para a urbanização das favelas da Rocinha, do Complexo do Alemão e de
Manguinhos, no Rio de Janeiro, serão gastos R$ 960 milhões para construção de
moradias, pavimentação de ruas, obras de saneamento, escolas, postos de saúde e
policiais e áreas de lazer.
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