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Paulinho
refuta acusação e denuncia campanha contra conquistas dos trabalhadores
brasileiros
O presidente da Força Sindical e deputado
federal pelo PDT paulista, Paulo Pereira da Silva (Paulinho) recebeu o apoio
de todas as centrais sindicais que repudiaram a “campanha midiática” contra
o líder sindical com o objetivo de barrar a unidade dos trabalhadores e
frear os avanços nos direitos trabalhistas.
Em nota conjunta, a Confederação Nacional dos
Metalúrgicos (CNM-CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores
Metalúrgicos (CNTM-Força Sindical) afirmam que as acusações contra o
presidente da Força fazem parte de “enorme campanha midiática”, que se
insere nos marcos de uma ofensiva de setores “cujo objetivo é barrar as
iniciativas sindicais no momento em que, por conta da conjuntura favorável
de crescimento da economia, do emprego e da renda, os trabalhadores,
capitaneados pelas centrais sindicais, avançam rumo a conquistas
históricas”.
“Repudiamos qualquer pré-julgamento ao
companheiro Paulinho feito com base em ilações e suposições por um sistema
monopolizado de comunicação, que não leva em consideração o contraditório, e
tem o claro objetivo de enfraquecer a luta dos trabalhadores”, destaca nota
divulgada pela Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). Para a Nova
Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), as ilações são inadmissíveis,
indicando que tratam-se de “possível plano preconcebido com objetivo de
obstacularizar a trajetória brilhante e proveitosa de pessoa que, egressa do
movimento sindical, vem ocupando lugar de destaque na política nacional”.
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) manifestou
solidariedade a Paulinho, “pois considera que os ataques ao sindicalista são
conseqüências da sua postura tanto no parlamento quanto fora dele de
intransigência na defesa dos direitos dos trabalhadores”. Para a Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “não se pode admitir a
presunção de culpas”.
Paulinho refutou as acusações de sua suposta
participação no desvio de recursos do BNDES. Ele negou qualquer envolvimento
no caso e afirmou ser vítima dos ataques por defender projetos de interesse
dos trabalhadores.
Em pronunciamento na tribuna da Câmara, no dia
6, o deputado lembrou que no relatório da Polícia Federal que deu origem às
denúncias, aparece apenas citações em diálogos telefônicos falando de “um
Paulinho”. “Eu li e reli esse documento, consultei alguns dos mais renomados
advogados do Brasil e lhes perguntei o que existe contra mim nesse
relatório. Não existe nada”, ressaltou.
Paulinho lembrou que a mobilização unificada das
centrais permitiu a aprovação no Congresso de projetos como o que cria uma
política de valorização do salário mínimo, a regulamentação do comércio aos
domingos, legalização das centrais e correção da tabela do Imposto de Renda
e isso “deixa muita gente irritada”. |