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Paulinho reitera que acusações vêm de setores contrariados com os avanços
trabalhistas
O deputado federal e presidente da Força
Sindical, Paulo Pe reira da Silva (Paulinho), voltou a negar, na última
sexta-feira, que esteja envolvido com as denúncias sobre desvio de recursos
no BNDES e afirmou que a onda de “denuncismo” parte de setores que
estão incomodados com os avanços conquistados
pela luta dos trabalhadores.
“Abri todos os meus sigilos. Estamos abrindo
também o sigilo da fundação Meu Guri. Não tenho o que esconder. Podem
investigar à vontade”, disse Paulinho, durante ato de desagravo realizado na
sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, na última sexta-feira, do
qual participaram inúmeros dirigentes sindicais, como os presidentes da UGT,
Ricardo Patah, da CGTB, Antonio Neto, da Federação dos Comerciários, Luiz
Carlos Motta, da Nova Central no Estado de São Paulo, Luiz Gonçalves, entre
outros. Ele declarou que as acusações contra ele partem de setores
derrotados que “nos querem fora da base governista. Mas não vamos pagar esse
preço a eles”.
“Hoje, estamos vivendo uma unidade inédita. Se
mexer com alguém lá no Acre, as Centrais vão pra cima defender o trabalhador
ou a entidade atacada. Nosso poder de pressão dentro do Congresso cresceu
muito com essa unidade. Claro que tem gente contrariada com isso”, disse
Paulinho. Ele citou as vitórias das centrais como o aumento do salário
mínimo, a regulamentação das centrais e a derrubada da Emenda 3, que “foi
uma luta dura e nós derrotamos a pretensão patronal, inclusive da Rede
Globo. Agora, eles querem retaliar”.
Paulinho está sendo acusado pela mídia de estar
ligado a pessoas presas pela Polícia Federal sob a denúncia de integrarem um
esquema de liberação de empréstimos do BNDES em troca de propinas. Paulinho
afirmou que não está sendo investigado pela PF e que o relatório apenas cita
a sigla “PA” e um Paulinho e que “a polícia apenas supôs a minha
participação”, disse.
Paulinho também negou que irá desistir de sua
candidatura à Prefeitura de São Paulo em virtude das acusações. “Não vou
desistir [da candidatura]. Acho que estou até ganhando mais votos com isso”,
disse.
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