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Para Stephanes, Brasil deve rever a política de importação e estimular produção
de trigo
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes,
anunciou, no dia 12, durante seminário na Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo (Fiesp), que o arroz, o trigo, o feijão e o milho contarão com
políticas especiais para conter a alta de preço. “O objetivo é amenizar os
impactos para o consumidor interno”, disse Stephanes.
Segundo o ministro, os estoques de arroz (tanto
o privado quanto o do governo) são suficientes para garantir o abastecimento do
mercado interno. Ele destacou que o país é auto-suficiente em relação ao produto
e disse que não há como comprá-lo no mercado internacional, uma vez que
“praticamente todos os países produzem arroz para seu consumo interno”. De
acordo com ele, “o arroz é o terceiro produto mais produzido no mundo, mas não
se trata de commodity”.
Sobre o trigo - que teve seu preço praticamente
dobrado nos mercados interno e externo -, Stephanes defendeu a reavaliação na
política do país de apenas importar o produto, ao invés de investir no plantio:
“Trata-se do único produto do qual o país depende totalmente da importação. Há
30 anos, era mais barato importar o trigo da Argentina, onde, além do clima
favorável, era mais barato produzir. Entretanto, os níveis de preço atingidos
atualmente no mercado internacional, que já estão caindo, não devem voltar ao
patamar anterior. É importante o Brasil voltar a pensar em auto-suficiência de
trigo, com uma política interna para produção”.
Entre as medidas defendidas pelo ministro,
destacam-se a reestruturação das dívidas dos agricultores, financiamentos e
liberação de recursos para o seguro rural. “Se o agricultor se capitalizar e
obtiver renda, haverá aumento da produtividade. Para isso, a reestruturação da
dívida é um item muito importante. Todo o estudo está pronto e a expectativa é
de que a medida provisória seja assinada ainda nesta semana”, afirmou.
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