|
Centrais convocam
Dia Nacional de Luta por redução da jornada
CUT,
Força, CGTB, CTB, NCST e UGT convocam manifestações no próximo dia 28
em todo o país por jornada de 40 horas e ratificação das Convenções 151
e 158
As centrais sindicais CUT, Força, CGTB, CTB, NCST e UGT vão
voltar às ruas unidas no Dia Nacional de Luta e Mobilizações, 28 de
maio, pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem
redução de salário e a ratificação das Convenções da OIT 151 (que
garante o direito dos servidores à negociação coletiva) e 158 (que coíbe
a demissão sem justa causa).
O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores
(CUT), Quintino Severo, afirmou que “a prioridade de todo o movimento
sindical neste primeiro semestre é garantir que vá para a pauta do
Congresso Nacional tanto o debate e as deliberações sobre a redução da
jornada de trabalho, como as convenções da OIT. Nossa expectativa é de
que consigamos incluir na pauta do Congresso estes pontos”. “Nossas
iniciativas estão sendo todas no sentido de envolver o conjunto dos
parlamentares, pautando efetivamente este debate. Agora é preciso que no
dia 27, antecipando o Dia Nacional de Mobilização, haja panfletagem em
todas as regiões. O 28 será um dia de paralisações, de assembléias,
esclarecendo a importância da redução da jornada de trabalho e da
ratificação das Convenções 151 e 158. No dia 29 estaremos no Congresso
para entregar as centenas de milhares de assinaturas que estamos
colhendo. Nosso objetivo é que neste dia os parlamentares estejam
voltados para estes temas”, sublinhou Quintino.
O presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)
e vice-presidente da Federação Sindical Mundial (FSM), Antonio Neto,
ressaltou que as bandeiras do dia 28 “são pontos comuns da agenda do
sindicalismo brasileiro”. Para conquistar esta grande vitória, informou,
“está sendo realizada uma grande campanha nacional, com coletas de
milhões de assinaturas nas portas das fábricas, nas praças o nos
sindicatos, onde as centrais vão encaminhar um projeto ao Congresso
Nacional, para que ele possa caminhar efetivamente com respaldo de
iniciativa popular”.
Segundo o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT),
Ricardo Patah, o importante é que as reivindicações dialogam com o
sentimento das bases em todo o país. “A ratificação da convenção 151
será uma vitória fundamental, garantindo a negociação coletiva para os
servidores públicos; a 158 proíbe as descriminações que são praticadas
por raça, cor e as demissões imotivadas e a redução da jornada para 40
horas vai permitir a inclusão dos trabalhadores no mercado de trabalho e
alavancar o crescimento econômico do país”, sublinhou.
Para o presidente da Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, “é hora de botar o povo nas
ruas com mobilizações unitárias para ampliar conquistas”. “Reduzir a
jornada é um fator decisivo na expansão de geração de empregos e renda”,
apontou. |