Vulnerabilidade ideológica e hegemonia cultural - Parte 1

O embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, do qual já reproduzimos alguns textos, antes e depois que se tornasse secretário-geral do Itamaraty, é um de nossos maiores intelectuais – no sentido próprio da palavra, de homem que pensa o Brasil, ao contrário de certa cepa colonizada, naturalmente bastante promovida pela mídia, cuja característica é, precisamente, a de não pensar, apenas repetindo chavões e lugares-comuns forjados em outras plagas.
É sobre isso o texto que publicamos hoje, e que terá continuação na próxima edição. Samuel Pinheiro Guimarães mostra como a questão central da dependência do país é a dependência ideológica de certos setores, culturalmente esmagados pela metrópole.
A prevalecer esse esmagamento, estaríamos diante da desnaturação da identidade nacional – e, portanto, também da impossibilidade de absorver o que de melhor produziram outras culturas nacionais.
Esse processo está em curso no país há algumas décadas. Temos resistido bravamente – porém, não sem seqüelas e não poucas confusões. Certamente, é para manter a exploração econômica que a metrópole tenta manter a colônia em submissão ideológica e promove os que se prestam ao colaboracionismo cultural. Porém, não se trata apenas de uma questão geral. Os mesmos que no passado pregavam uma arte sem caráter nacional, o “som universal” e outros slogans do gênero, são os mesmos que hoje propõem que os artistas brasileiros abram mão dos direitos sobre sua obra, para favorecer alguns poucos conglomerados da indústria cultural externa. Seria proveitoso a esses expoentes do fim da identidade nacional aprenderem alguma coisa com o embaixador Pinheiro Guimarães. Porém, essa expectativa seria, provavelmente, uma perda de tempo. Deixemos então o leitor com o texto de Samuel e seu estilo brilhante. C.L.

 

A sociedade brasileira se caracteriza por crônica vulnerabilidade externa com facetas econômica, política, tecnológica, militar e ideológica. A mais importante, pois influencia todas as políticas e atitudes do Estado e da sociedade brasileira, e agrava as outras facetas da vulnerabilidade externa, é a de natureza ideológica. É ela que, através de diversos mecanismos, mantém e aprofunda a consciência colonizada não só das elites dirigentes tradicionais como até de segmentos das oposições políticas, intelectuais, econômicas e burocráticas. A consciência colonizada se expressa em uma atitude mental timorata e subserviente, que alimenta sentimentos de impotência na população, ao atribuir as mazelas brasileiras à escassez de poder do Brasil, à incompetência brasileira, ao nosso caipirismo, ao arcaísmo social, à xenofobia etc., enfim, à nossa inferioridade como sociedade.

A vulnerabilidade ideológica está estreitamente relacionada com a ampla e crescente hegemonia cultural americana na sociedade brasileira, que se exerce em especial através do produto audiovisual, veiculado pela televisão e pelo cinema, articulado com a imprensa, o disco e o rádio. A vulnerabilidade ideológica é de tal ordem que a opinião de um sociólogo francês ou de um economista americano, ou os aplausos estrangeiros a um dirigente brasileiro, ou a opinião de uma agência de análise de risco, ou de um organismo internacional têm enorme impacto positivo ou negativo sobre a visão das elites sobre a situação e as perspectivas do Brasil, gerando manifestações auto-congratulatórias ou protestos de repulsa e lamentos de decepção. A sociedade brasileira é vulnerável ideologicamente porque parte majoritária de suas elites, ao invés de procurar governar para o povo, prefere governar para os interesses internacionais de toda a ordem. Desejam essas elites serem aceitas como representantes de um país normal, de uma sociedade jovem, mas civilizada, que não confronta os interesses das Grandes Potências e com elas colabora. As opiniões sobre o Brasil de intelectuais, políticos ou empresários estrangeiros são recebidas com maior respeito, admiração e concordância do que aquelas emitidas por brasileiros (a não ser quando esses refletem a opinião estrangeira), por setores importantes da mídia a qual repercute tais julgamentos, e pelas elites nativas de mentalidade colonial.

A vulnerabilidade ideológica faz com que as elites intelectuais e dirigentes procurem ver sempre em modelos estrangeiros as soluções para o subdesenvolvimento econômico, para o atraso cultural, para o autoritarismo político, para o arcaísmo institucional brasileiro. Vão elas buscar modelos institucionais no exterior (agências reguladoras, Banco Central autônomo, etc.), estratégias econômicas (câmbio fixo e sobrevalorizado, metas de inflação, etc.), teorias militares (segurança cooperativa, etc.), modelos educacionais (o currículo escolar, o sistema de créditos na universidade, etc.). Esquecem que esses modelos e teorias foram desenvolvidos com base na experiência histórica de sociedades que tiveram evolução e características distintas da brasileira. Assim, esses modelos e teorias transplantados para o Brasil definham ou degeneram, para desespero de seus propugnadores colonizados.

A questão da vulnerabilidade ideológica é fundamental, pois ela se refere diretamente à coesão ou desintegração social, à construção ou fragmentação nacional, à auto-estima ou auto-rejeição e à própria possibilidade de êxito de uma política de desenvolvimento econômico (não apenas de crescimento desigual), democrático (não oligárquico e não-plutocrático) e social (cultural e espiritual) da sociedade brasileira.


IDENTIDADE CULTURAL
 

A vulnerabilidade ideológica afeta a identidade cultural brasileira. Esta identidade é fundamental para os que admitem que a sociedade brasileira se desenvolveu em um território geográfico específico, com uma composição étnica e religiosa distinta, com uma experiência histórica, política e econômica única. A consciência disto é essencial para que a sociedade possa encontrar soluções próprias para seus próprios desafios. A vulnerabilidade ideológica e a hegemonia cultural estrangeira impedem, dificultam e confundem os distintos segmentos da sociedade brasileira e tendem a eliminar a consciência de suas características específicas e da própria evolução dessas características, que é a sua história.

A consciência que a sociedade adquire de si mesma, isto é, a consciência de cada cidadão e dos grupos sociais sobre as características da sociedade em que vivem depende de uma representação ideológica, que depende, por sua vez, de manifestações culturais as mais distintas que interpretam e criam o imaginário nacional do seu passado, de seu presente e de seu futuro. Essa criação do imaginário, dessa visão do passado, do presente e do futuro, é, em sua quase totalidade, alheia à experiência direta dos indivíduos. Quanto ao passado e ao futuro, porque não o viveram nem o viverão. E quanto ao presente, porque não podem dele participar, ter a experiência direta de todas as situações sociais pela impossibilidade da ubiqüidade. Assim, a esmagadora maioria dos fatos e das interpretações que conhecemos sobre o passado do próprio Brasil e do mundo depende da elaboração intelectual e cultural de historiadores e artistas, em especial os criadores de obras audiovisuais e literárias, por mais que sejam elas consideradas apenas como obras de ficção. Muito daquilo que um brasileiro imagina a respeito de situações e valores individuais e sociais é uma construção cultural/literária/audiovisual/noticiosa, muitas vezes repleta de preconceitos e estereótipos. Tudo o que sabemos sobre a história da sociedade brasileira não foi vivido por nós, mas sim elaborado por terceiros.

A vulnerabilidade ideológica se acentua com a crescente hegemonia cultural estadunidense no Brasil. Na medida em que a elaboração, produção e difusão cultural brasileira, audiovisual ou não, está sujeita à hegemonia cultural estrangeira, a formação do imaginário nacional acaba se realizando de forma fragmentada e claudicante. As interpretações da realidade mundial elaboradas pelas manifestações culturais hegemônicas estadunidenses passam a predominar, refletindo os preconceitos e os estereótipos daquela cultura.

A construção da identidade cultural decorre da produção de manifestações culturais que abrangem desde as atividades da imprensa à elaboração científica e artística, mas em especial, devido ao seu extraordinário alcance, às manifestações audiovisuais (documentários, filmes, séries e noticiários). A construção desta identidade não se contrapõe à necessidade de diversidade cultural e muito menos ao diálogo com a cultura estrangeira. Contrapõe-se, isto sim, à hegemonia das manifestações culturais estrangeiras sobre a cultura brasileira no próprio território brasileiro. O estimulo e o acesso à diversidade das manifestações culturais permitiria à sociedade brasileira ter acesso a distintas e, muitas vezes, contraditórias visões do mundo, das relações interpessoais, das questões existenciais. A questão estratégica é, pois, imaginar mecanismos que ampliem o acesso de todos, sejam eles artistas, intelectuais, políticos ou simples brasileiros, à miríade de manifestações culturais brasileiras e de todas as sociedades que constitui a diversidade cultural planetária e que fortaleçam e enriqueçam a nossa própria identidade, combatendo a hegemonia cultural de qualquer origem no Brasil. Trata-se de definir uma política cultural, de comunicação e de educação, não-assistencialista, integrada e voltada para o projeto de construção da sociedade brasileira. E para isto é indispensável discutir a questão cultural também em seus aspectos econômicos, políticos e sociais.


CULTURA, COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO
 

A cultura pode ser definida em sentido estrito como o conjunto de atividades humanas, de natureza não utilitária, que expressam e reproduzem a experiência individual ou coletiva, a disseminam no presente e a transmitem no tempo, de geração em geração. Sendo a experiência humana variável no espaço, devido a circunstâncias geográficas, étnicas, políticas e econômicas distintas, há naturalmente culturas nacionais específicas que, todavia, não sendo estanques, se influenciam umas às outras. Não há culturas nacionais superiores, assim como não há raças superiores, mas pode haver um distinto modo de elaboração das manifestações culturais em decorrência de circunstâncias históricas, do processo de acumulação de riqueza e de conhecimento técnico-artístico em determinadas sociedades e pode haver, por razões econômicas e políticas, maior capacidade de difusão e penetração social, a nível global, de certas culturas.

A cultura corresponde a um conjunto de manifestações das diversas artes tradicionais, tais como a música, a escultura, a pintura, a literatura, a arquitetura, a dança, o teatro, o cinema e de outras formas, como a gravura e a fotografia. As artes e as manifestações artísticas não se identificam com o seu suporte físico nem com o seu veículo de difusão, ainda que veículos e suportes específicos afetem a obra de arte e de certa forma alterem o seu conteúdo e o seu impacto social, econômico e político, e passem assim a ser de grande relevância para a definição e execução de uma política cultural eficaz.

A cultura popular se expressa igualmente através de manifestações das mesmas artes, porém de forma intuitiva, artesanal, sem o mesmo domínio do conhecimento técnico e sem a aplicação estrita de regras eurocêntricas que correspondem tradicionalmente a cada arte. Não se trata de discutir ou decidir se a cultura erudita é superior à cultura popular, pois elas se influenciam e têm funções sociais semelhantes. Um artista popular pode ser capaz de refletir de forma extraordinária a experiência humana, de um certo momento e meio social enquanto um artista erudito pode falhar nesse propósito, apesar de seu maior domínio, digamos, das técnicas tradicionais eurocêntricas. As características da obra de arte, da manifestação cultural, e seu impacto dependem do nível técnico com que se realizam, mas também da criatividade individual do artista e do alcance do veículo de difusão.

Sendo as manifestações culturais o modo como a experiência humana, que se verifica em uma certa dimensão geográfica, se transmite no tempo, a questão da cultura, da produção e da difusão cultural, está estreitamente vinculada à formação e à permanência da nação como conjunto de indivíduos, que em geral habitam um mesmo território, que compartilham uma experiência histórica comum e que têm a aspiração de construir um futuro comum, ainda que as visões sobre este futuro possam ser distintas.

A Nação, a sociedade, se organiza como Estado, que pode ser definido como um conjunto de instituições que elaboram normas, as executam e as sancionam com o objetivo de disciplinar as relações de toda ordem entre seus integrantes para que sejam pacíficas e consensuais, e de defender e promover seus interesses e direitos em suas relações com as demais sociedades e Estados. O enfraquecimento da produção cultural de uma nação leva ao enfraquecimento dos laços que vinculam seus integrantes, de sua memória do passado e da experiência comum e de sua aspiração de construção de um futuro compartilhado. Naturalmente que o enfraquecimento da cultura nacional diante da hegemonia de manifestações culturais de outras sociedades, que são necessariamente distintas e que não correspondem às experiências daquela Nação em sua trajetória histórica, corrói sua auto-estima e enfraquece a capacidade do Estado de promover e defender os interesses nacionais. A maior parte das imagens que os indivíduos formam em seu consciente e inconsciente sobre as experiências humanas individuais e coletivas e que constituem a base para suas ações não decorre de sua experiência direta, mas sim são o resultado de informações que se transmitem pela mídia escrita e audiovisual e que utilizam ursos artísticos, culturais. Os valores sociais são construídos, elaborados, transformados e destruídos através da influencia de um fluxo contínuo de manifestações culturais transmitidas pelos meios de comunicação e difundidas socialmente.

Assim ocorre com a obra literária, que inclui o jornalismo, com a música, com as manifestações audiovisuais, tais como o teatro e o cinema, transmitidos pelos instrumentos da mídia que constituem uma indústria que recolhe, produz, distribui e divulga as manifestações culturais. Seus diferentes setores são constituídos pelas editoras, as empresas jornalísticas, as rádios, as companhias de teatro, as produtoras e distribuidoras de filmes para cinema e TV, as redes de televisão aberta e a cabo etc. A obra do escritor, do músico, do diretor de cinema não tem impacto e função social (e nem mesmo cultural) se ela não chega ao público, à sociedade. Para que isto ocorra é necessário que se transforme em um produto, o mais importante da atividade humana, pois alimenta o processo contínuo de reconstrução do passado, de tempos que os indivíduos que formam a sociedade atual não viveram; de interpretação do vastíssimo presente do qual os indivíduos conhecem diretamente apenas ínfima parcela; e de formação de visões do futuro, cuja forma concreta que vier a assumir dependerá desde já do que se pensa que ele será ou que poderá ser. Assim, a manifestação cultural tem de ser transformada em produto econômico, isto é, em resultado de processos específicos de produção e de distribuição física para que venha a ter impacto social e político.

(*) Samuel Pinheiro Guimarães é secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. O texto foi publicado pela Agencia Latinoamericana de Información.
 


Primeira Página

 

Página 2

Polícia Federal interroga assessor de Álvaro Dias

Relator da CPI defende investigação para apurar responsabilidade de Dias

Deputado quer que vazador se explique na CPI

MP investiga pagamentos da Alstom a tucanos

Para Lula, “Agripino achou que iria abafar”

Irapuan e organizadores do Seminário “A Hora e a Vez do Rio” realizam reunião

Paulinho reitera que acusações vêm de setores contrariados com os avanços trabalhistas

Página 3

Superávit maior freia investimento público e não o aumento de juros

Plano define metas para a inovação tecnológica da indústria brasileira

Quarta frota da Marinha dos EUA aqui não entra, afirma o ministro Jobim

Amorim destaca parceria do Brasil, África do Sul e Índia na ajuda aos mais pobres

Petrobrás inicia contratação de 146 novos navios

Para Stephanes, Brasil deve rever a política de importação e estimular produção de trigo

Errata

Página 4

Centrais convocam Dia Nacional de Luta por redução da jornada

28 de maio: Dia de unidade e de luta por um Brasil melhor

60% dos metalúrgicos de SP já têm jornada semanal de 40 horas

Conferência Nacional da Juventude defende políticas públicas e recursos para a educação, trabalho e cultura

Massa vence pela 3ª vez  GP da Turquia, acelera e já ocupa a vice-liderança

São Paulo x Fluminense se enfrentam pelas quartas-de-final da Libertadores

Bráulio, inteligência em campo

 

 

Página 5

 

“Se nós não ocuparmos a Amazônia, alguém a ocupará”, diz coronel Gélio

 

Cartas

 

Página 6

Obama consolida a vantagem e dá largada na campanha presidencial

 Obama ultrapassa 92% dos delegados para a indicação

 Hezbollah sai de Beirute após acordo mediado pelo Exército

 John Edwards, terceiro na disputa entre democratas, considera que indicação de Obama está assegurada

 ‘Computador das FARC’, achado após bombardeio, diz tudo que a CIA quer

 Crise nos EUA: falências crescem 49% em abril

 Zimbábue: Tsvangirai volta atrás e diz que vai disputar 2º turno

 Para Evo, referendo agora aprovado pelo Senado vai aprofundar a democracia

 Bolívia repele ingerência dos EUA na América Latina com a 4ª Frota

 

Página 7

Rússia faz a maior festa da Vitória sobre o nazifascismo em 17 anos

Ato convocado pelo PC reúne 100 mil nas ruas de Moscou

Presidente da Rússia defende o “respeito às leis para uma vida segura e uma ordem mundial justa”

Ampilov publica na Rússia artigo de Cláudio Campos: A fantasia reacionária do “socialismo de mercado”

Pentágono enviou 43 mil soldados ao Iraque e Afeganistão em precárias condições de saúde

Americanas comemoram dia das mães com manifestação pela volta das tropas do Iraque

Gilson Caroni Filho: Os navios fantasmas da 4ª Frota

 

 

Página 8

Vulnerabilidade ideológica e hegemonia cultural - Parte 1

Leia

‘Elevar superávit para segurar juros’ parou o Brasil em 2005-2006

Oposição desiste de responsabilizar Dilma por dossiê que Álvaro Dias plantou na Veja

Projeto pró-controle externo da TV paga vai à votação dia 7

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BC quer usar juro para bloquear investimento estatal e derrubar PAC

Quércia dá guinada a estibordo e fecha com Serra e Kassab

Descoberta do pré-sal pede uma Nova Lei do Petróleo, afirma Lobão

Ou o Brasil acaba com Meirelles ou o BC acaba com o Brasil

Lula: “quem acha bom subir agora os juros é louco”

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Prócer tucano plantou na ‘Veja’ dossiê sobre gasto sigiloso de FHC

FHC não explica compra de pênis de borracha com verbas sigilosas

BC quer elevar juros para ver se derruba popularidade de Lula

Veto federal a tarifas de escorcha derruba privatização da Cesp

S. Paulo unânime pede a suspensão do leilão da Cesp

Ações na Justiça pedem suspensão do leilão da Cesp

Berzoini quer Quércia como vice de Marta

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Lula desentoca o tatu: “oposição não aceita que pobre tenha vez”

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Lula e trabalhadores unidos para manter Brasil no rumo certo

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Nova liminar susta a privatização da Cesp

Governo protocola a CPI e deixa oposição pendurada na tapioca

Brasil pagou em 2007 24,4 bi além da meta do superávit primário

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Lula diz em Cuba que falta competência aos EUA para dar palpite sobre país dos outros

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Discurso de Renan arrasa impostura e convence plenário

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Mercadante agora quer cassar Renan e aprovar a CPMF com os votos da oposição

Procurador conclui que Azeredo roubou dinheiro do Estado

CCJ vota “Sí” ao ingresso da Venezuela no Mercosul

Serra diz que sua privatização não é igual a de FHC

Truculência da Anatel para desnacionalizar a mídia choca o setor

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“Não vai faltar nem gás nem energia”

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Desenvolvimento e juro baixo dão vitória à Cristina

Anatel se amanceba com teles para matar concorrência na área de telefonia e mídia

Jefferson admite que acusações de Lyra a Renan são “frágeis”

Lula cobra que Senado mostre “seriedade” em relação à CPMF

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Tucanos abrem o jogo e dão largada para privatizar tudo em SP

NYT confirma em manchete: ‘Bush autorizou tortura’, como disse o HP em junho de 2004

CIA diz que vai banir o “water-boarding” para humanizar seu programa de tortura

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Tucanos querem pôr na conta de Lula a ladroeira de Azeredo

Sai pela culatra golpe da mídia para jogar o Senado contra Chávez

Oposição quer o fim da CPMF para acabar com a saúde pública e programas sociais

Desacatar veredicto das urnas é negar a democracia, diz Lula

 Senado fulmina furor golpista e reafirma a sua independência 

Na falta das provas contra Renan, mídia alicia oposição para atropelar regimento

 Renan expõe as vísceras da “torpeza e da delinqüência” do grupo Abril

LULA CONVOCA O PT A CERRAR FILEIRAS “NADA QUE NOS ACONTEÇA PODE NOS ESMORECER”

SEGUNDO J. BARBOSA, REVERENCIAR AUTORIDADE É INDÍCIO "O BASTANTE" PARA CRIME DE MANDO

STF COZINHA MÍDIA E ACEITA JULGAR PETISTAS (MAS VAI ABSOLVÊ-LOS)

LAUDO CONCLUI QUE "GADO FOI VENDIDO A PREÇOS DE MERCADO E PATRIMÔNIO É COMPATÍVEL COM A RENDA"

LULA ESCLARECE A CRISE DOS EUA: "QUEM ACHA QUE A ECONOMIA É UM CASSINO PODE PERDER"

AUTONOMIA FAZ DAS AGÊNCIAS ARMA DE CARTEL PARA USURPAR PODER DE GOVERNOS

CIVITA RECEBE 1 BILHÃO PARA SE TORNAR LARANJA DA TELEFÓNICA NA TVA

MINORIA QUER TOMAR O SENADO NO GRITO

PARA A MÍDIA GOLPISTA, LULA CONTINUA EM ALTA PORQUE POVO BRASILEIRO É "POBRE E IGNORANTE"

"QUEM ACHA QUE VAI ME VENCER NA RUA PODE TIRAR SEU CAVALO DA CHUVA"

SERRA NÃO EXPLICA O METRÔ DESABADO E PONTIFICA SOBRE DESASTRE DO  AIRBUS

LULA TENTA APAZIGUAR GOLPISTAS NOMEANDO JOBIM PARA DEFESA

MÍDIA GOLPISTA ESCONDE LAUDO DO IPT SOBRE O ATRITO DA PISTA

"GLOBO" MANIPULA A TRAGÉDIA EM SP PARA INSUFLAR "CRISE AÉREA" E JOGAR CULPA EM LULA

MAIA PAGA O APOIO DE LULA AO PAN FORJANDO VAIA PARA CONSEGUIR DOIS MINUTOS DE FAMA

INVESTIMENTO PÚBLICO CRESCE 33% EM 2007

"NÃO VI NENHUM DELITO QUE POSSA SER IMPUTADO A SILAS RONDEAU", DIZ TARSO GENRO

COM CHÁVEZ, O BRASIL CRESCEU EXPORTAÇÕES À VENEZUELA EM 562%

SUPREMA CORTE TRAZ SEGREGAÇÃO DE VOLTA ÀS ESCOLAS DOS EUA

LULA ORIENTA PT A NÃO TREPIDAR COM ARENGA GOLPISTA CONTRA RENAN

REELEGER LULA DE NOVO É VONTADE DA MAIORIA, DIZ PESQUISA DO PSDB

SEM NADA CONTRA RENAN, GOLPISTAS APELAM PARA QUE ELE SE ENFORQUE

MÍDIA GOLPISTA MUDA DE ACUSAÇÃO CONTRA PRESIDENTE DO SENADO

VOTO DO RELATOR ENTERRA ESCROQUERIA DA MÍDIA GOLPISTA CONTRA RENAN

PARA LULA, ATO DE NÃO RENOVAR A LICENÇA DA RCTV FOI DEMOCRÁTICO

OEA APROVA PROJETO DA VENEZUELA PARA DEMOCRATIZAR MÍDIA

"TEMOS QUE APRENDER A RESPEITAR AS LEIS DE CADA PAÍS", DIZ LULA

RENAN MOSTRA PROVAS DA TORPE ESCROQUERIA DE VEJA E SUAS FONTES

RENAN REFUTA CALÚNIAS E CONCLUI DISCURSO SOB APLAUSO DO SENADO

MÁFIAS ELIMINADAS POR LULA SÃO OS RESTOLHOS DO DESGOVERNO DE FHC

EMENDA 3 É AGRESSÃO AO MAIS PRIMÁRIO DOS DIREITOS TRABALHISTAS

LULA DIZ QUE RESPEITO À LEI MAIOR O IMPEDE DE CANDIDATAR-SE EM 2010

RECONHECIMENTO DAS CENTRAIS AMPLIFICA A DEMOCRACIA NO PAÍS

MANTEGA QUER REDUÇÃO DO "COMPULSÓRIO" PARA ACELERAR QUEDA DO JURO

 

CENTRAIS CONVOCAM A MOBILIZAÇÃO GERAL EM APOIO AO VETO DE LULA À "LEI DA ESCRAVIDÃO"

 

2.500.000 LOTAM RUAS E PRAÇAS EM SP PARA APROFUNDAR MUDANÇAS

 

COMPRA DA TIM CRIA MONOPÓLIO ILEGAL DA TELEFÔNICA NO BRASIL

"VAMOS GARANTIR A PRIMAZIA DO TALENTO SOBRE AS FORTUNAS"

PSDB, PFL, MP-SP, CPI E MÍDIA GOLPISTA ACOBERTARAM BINGOS

JURO NÃO CAI PORQUE MEIRELLES INSISTE EM TOMAR DE TODOS PARA DOAR AOS BANQUEIROS

INDEPENDÊNCIA ENERGÉTICA UNE AMÉRICA DO SUL

MEGA ENCOMENDA DE NAVIOS ATIVA MARINHA MERCANTE E ESTALEIROS

LULA: "OPOSIÇÃO QUER CRIAR CPI PARA ENTRAVAR A APROVAÇÃO DO PAC"

LULA DÁ TODO PODER À FAB PARA PÔR BIRUTAS DE AEROPORTO NA LINHA

LULA DIZ AOS EUA QUE RELAÇÃO BRASIL-IRÃ NÃO É DA ALÇADA DE BUSH

SENADO ISOLA BUSH E COMEÇA A VOTAR RETIRADA DO IRAQUE

 

 DIRETORES DO BC E FORÇAS OCULTAS DO MERCADO FLAGRADOS EM REUNIÃO SECRETA

 

TV PÚBLICA É DEMOCRACIA. MONOPÓLIOS DE MÍDIA SÃO SUA NEGAÇÃO

 

"VEJA" ABRE CRUZADA FASCISTA CONTRA REDE PÚBLICA DA TELEVISÃO

 

ANATEL ABRE A PORTEIRA PARA O CARTEL DAS TELES DOMINIAR A TV DO BRASIL

 

BUSH SAI DA AMÉRICA DO SUL MAIS ISOLADO DO QUE NA CHEGADA

 

BUSH NÃO QUER COMPRAR NOSSO ÁLCOOL, QUER AS NOSSAS USINAS

 

ÁLCOOL: EUA INVESTEM 2 BILHÕES DE DÓLARES PARA DESNACIONALIZAR A PRODUÇÃO DO BRASIL

 

SOLUÇO NA BOLSA DE NY E JURO INSENSATO DE MEIRELLES FAZEM CAIR BOLSA NO BRASIL

 

LULA CONVOCA TABARÉ A SE UNIR A HERMANOS E NÃO AO BIG BROTHER

 

LULA A MORALES: "ANTES DE SERMOS PRESIDENTES SOMOS COMPANHEIROS"

 

TURBA QUER COMBATER CRIMES LINCHANDO OS MONSTROS QUE CRIOU

 

LULA CONCLAMA O PT A MANTER O RUMO E "NÃO A ATIRAR NO PRÓPRIO PÉ"

 

PROMESSA DO COPOM DE MANTER JUROS ALTOS ACIRRA CRISE CAMBIAL

 

 LULA CORRIGE CONTAS DA PREVIDÊNCIA: "DÉFICIT" ERA SÓ TRUQUE CONTÁBIL

 

DRT EMBARGA OBRA NO BURACO DE SERRA

 

"CHAVEZ FOI ELEITO 3 VEZES DA FORMA MAIS DEMOCRÁTICA"

 

MEIRELLES TRAVA QUEDA DE JUROS PARA SABOTAR PLANO DE CRESCIMENTO

 

PAC: LULA ANUNCIA INVESTIMENTOS DE R$ 500 BILHÕES NO DESENVOLVIMENTO

 

OMISSÃO, GANÂNCIA E NEGLIGÊNCIA FIZERAM RUIR O TÚNEL DO METRÔ

 

SANHA PRIVATISTA GERA TRAGÉDIA NAS OBRAS DA LINHA 4 DO METRÔ-SP

 

LULA SUSPENDE A PRIVATIZAÇÃO DAS RODOVIAS FEDERAIS

 

EUA INTIMA FANTOCHES A VOTAR LEI DO ASSALTO AO PETRÓLEO IRAQUIANO

 

LINCHAMENTO DE SADDAM EXIBE MISÉRIA MORAL DE BUSH E SUA KLAN