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Empresários e sindicalistas apóiam nova política industrial
Os presidentes da Confederação Nacional da
Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, e da Federação das Indústrias de São
Paulo (Fiesp), manifestaram que o Programa de Desenvolvimento Produtivo,
lançado pelo presidente Lula, no dia 12, ajudará a promover o
desenvolvimento do país. Mas, alertaram para os juros altos.
“A política monetária tem um peso muito forte na
economia”, disse Monteiro. “O efeito disso é a excessiva valorização do real
frente ao dólar, que afeta o potencial de crescimento do país”.
“O aumento de investimentos se dá com o
incremento da demanda. E quando os juros aumentam caminham na contramão
desse princípio”, declarou Skaf, ressaltando “as medidas de desoneração e
menores custos de financiamentos, tanto para aquisição de máquinas e
equipamentos quanto para a realização de pesquisas e desenvolvimento”.
O presidente da Central Geral dos Trabalhadores
do Brasil (CGTB), Antonio Neto, presente no evento que reuniu 400
autoridades, entre ministros e governadores, destacou o estímulo à
tecnologia de informação (TI), área onde atua, que “deverá gerar cerca de
100 mil empregos no setor”.
Para o diretor da Central Única dos
Trabalhadores (CUT), José Lopez Feijóo, “o Brasil deu um passo importante em
relação ao desenvolvimento” ressaltando que espera que o programa possa
“resultar em melhor renda, emprego e qualificação profissional”.
Em nota, a Força Sindical, presidida por Paulo
Pereira (Paulinho), disse que “as propostas de estímulo às exportações e de
ampliação da produção das empresas brasileiras são corretas, porém o pacote
precisa levar em conta os interesses dos trabalhadores”. A entidade defendeu
uma compensação para a dedução da contribuição previdenciária das empresas.
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