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Comitiva de petistas de Minas apóia veto à aliança com Aécio
Uma
delegação de lideranças petistas de Minas Gerais se reuniu com o presidente
nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), na terça-feira (13), em
Brasília, e solicitou que seja mantido o veto à aliança com o PSDB na eleição
para prefeito de Belo Horizonte. Os líderes mineiros entregaram a Berzoini dois
manifestos - um dos petistas e outro dos sindicalistas e movimentos sociais -
além de uma proposta de moção da Juventude Petista de MG.
Os manifestos reforçam as decisões do III
Congresso do PT, as deliberações da Comissão Executiva Nacional (CEN) e as
reuniões ocorridas no Estado de Minas com dirigentes e militantes expressamente
contrários à aliança.
Os documentos estimulam a unidade do PT e a
fazer coligações com os partidos da base de apoio ao governo Lula e se colocam
contrários à aliança com o tucano Aécio Neves, considerando o tucano autor de um
projeto “anti-popular, elitista e antidemocrático, além de neoliberal”. Na
opinião dos líderes petistas e sindicalistas, uma coligação com os tucanos de
Minas só favorece ao projeto pessoal de Aécio.
Estiveram presentes ao encontro os deputados
federais mineiros Leonardo Monteiro e Maria do Carmo Lara; o prefeito da cidade
de Coronel Fabriciano, Chico Simões; os sindicalistas Paulo Carvalho e Renato
Barros; Wagner Benevides, petroleiro e fundador do PT; Rogério Correia,
ex-deputado estadual e o secretário nacional de Comunicação, Gleber Naime.
Leia o manifesto das lideranças petistas de
Minas:
“Em defesa
da unidade e da força do PT em BH e Minas Gerais. Em defesa do governo Lula.
Companheiros e
companheiras,
Os militantes
petistas, abaixo assinados, manifestam sua preocupação com o quadro político em
Belo Horizonte e com suas repercussões no estado e no país.
Em primeiro
lugar, porque a contradição entre as resoluções nacionais e estaduais do
partido, tomadas em seu III Congresso, e aquelas tomadas em Belo Horizonte, no
mês de abril, instaura uma crise política que não pode ser ignorada.
Em segundo
lugar, porque o maior capital político do PT é a sua unidade. Em terceiro, e em
decorrência dos itens anteriores, apoiamos a resolução da Comissão Executiva
Nacional sobre Belo Horizonte, que contribui para a retomada do diálogo com os
partidos da base do governo Lula, notadamente, o PRB o PMDB, o PC do B, e o PDT.
Enfim, o
momento é o de “construir pontes” para a unidade interna do PT e para recuperar
a interlocução com a base do governo federal. E por isso saudamos o
reconhecimento, por todos, da legitimidade política e estatutária do Diretório
Nacional e de sua Comissão Executiva em estipular critérios para as tomadas de
decisões pelas instâncias partidárias acerca da tática eleitoral. Em nossa
opinião, o cumprimento de prazos e procedimentos pelo PT-BH representa um sólido
passo para a reabertura do diálogo interno.
Os petistas,
abaixo-assinados, assumem o compromisso de envidar todos os esforços possíveis
para a recuperação do diálogo interno e a superação dos impasses políticos que
repercutem negativamente na afirmação do projeto democrático e popular”.
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