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740 entidades e intelectuais firmam
manifesto pelas cotas
Defensores da implementação das cotas raciais nas
universidades e no ProUni entregaram neste dia 13 de maio ao ministro
Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o manifesto
“Carta da Igualdade”.
O documento em defesa da Justiça e Constitucionalidade das
Cotas já foi assinado por mais de 740 entidades, militantes do movimento
negro, intelectuais, artistas, cineastas, juristas, estudantes e
professores de todo o Brasil.
“As cotas e o ProUni significam uma mudança e um
compromisso ético do Estado brasileiro na superação de um histórico de
exclusão que atinge de forma particular negros e pobres”, afirma o
documento.
Entre os apoiadores do manifesto favorável às políticas
afirmativas estão: a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União
Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), o arquiteto Oscar
Niemeyer, o cineasta Jorge Furtado, os atores Paulo Betti, Tais Araújo,
Lázaro Ramos, Wagner Moura e Zezé Motta.
Para a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, “o sistema de cotas
é um importante instrumento de inclusão social e cumpre o papel de
democratizar o acesso ao ensino superior”. “A população negra e de baixa
renda, por anos, foi excluída dos muros da academia e as cotas hoje
ajudam a quebrar essa barreira”.
As primeiras universidades a instituírem cotas para negros
foram a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade
Estadual do Norte Fluminense (UENF), após a aprovação de lei sobre cotas
pela Assembléia Estadual do Rio de Janeiro em 2001.
Há cinco anos recebendo alunos por meio do sistema de
cotas, a reitoria da UERJ avalia que o desempenho acadêmico dos cotistas
continua satisfatório. Atualmente, 40% dos alunos da UERJ são cotistas.
“O governo pretende manter a implementação da política de
cotas para estudantes negros nas universidades do país”, afirmou o
subsecretário de Planejamento da Secretaria Especial de Políticas de
Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Martus das Chagas. “A intenção do
governo é introduzir essa política em todas as instituições públicas de
ensino do país a partir da aprovação do projeto de lei no Congresso”,
ressaltou. |