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Chávez empossa
diretoria da siderúrgica nacionalizada
O presidente Hugo Chávez anunciou, na
segunda-feira, dia 11, a criação da Corporação Siderúrgica Venezuelana, a
partir da assinatura de um convênio entre a reestatizada Siderúrgica do
Orinoco, Sidor, e Petróleos de Venezuela S.A., PDVSA. Designou como
presidente da nova empresa, que agora se denomina Siderúrgica Socialista
Alfredo Maneiro, o ministro para as Indústrias Básicas e Minaria, Rodolfo
Sanz. Chávez afirmou que a Venezuela tem 500 anos de reserva de ferro, uma
das maiores deste continente, junto com a do Brasil e Bolívia.
Lembrou que essa reserva de ferro estava
praticamente privatizada, “porque tiravam o ferro das minas e éramos
obrigados, pelas transnacionais, a vendê-lo subsidiado”.
O presidente assinalou que o nascimento dessa
empresa faz parte do projeto para “construir a indústria pesada que o país
precisa para desenvolver um modelo econômico que supere o capitalismo.
Durante muitos anos nós só exportamos petróleo e tínhamos que importar tudo
o que tinha um mínimo de valor agregado. E até produtos agrícolas da
alimentação básica do povo trazíamos de fora”.
“Numa parte dos terrenos que pertencem à
siderúrgica vamos montar fábricas de geladeiras, fogões, máquinas de lavar
roupa, peças de veículos, para o que necessitaremos milhares de
trabalhadores para alcançar o desenvolvimento desse setor”, expressou.
Chávez ressaltou que o único caminho para que a
Venezuela se transforme numa potência é através da revolução socialista, que
deve avançar na unificação da Venezuela, “a divisão nos debilita e a união
nos fortalece”.
Insistiu na necessidade da união da classe
operária, da Força Armada Nacional, dos camponeses, dos estudantes, de todos
os venezuelanos, para que apesar das diferenças, se tenha a maturidade de
colocar por cima dos enfoques particulares, o interesse geral que é a
Revolução Bolivariana. |