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Para ministro da Agricultura, o Brasil não pode ficar nas mãos do cartel de
fertilizantes
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes,
disse, durante o lançamento do Programa Territórios da Cidadania, em Cuiabá,
na última terça-feira, que o governo não descarta a nacionalização das
jazidas minerais que não estiverem sendo devidamente exploradas. “Se for
necessário sim. É uma questão estratégica”, afirmou Stephanes.
“Nós temos jazidas no Brasil. Precisamos é
adotar medidas para que elas sejam efetivamente exploradas”, ressaltou o
ministro. “A questão não é de tarifa. A questão é que somos importadores de
alguns elementos como o potássio, em torno de 80%, e o fósforo, 60%, e
nitrogenados, que importamos em grandes quantidades. São pequenos grupos que
controlam isso no mundo inteiro, são poucas jazidas no mundo, e há um
crescimento enorme dos preços”, declarou sobre os insumos empregados na
produção de fertilizantes.
Sobre o fósforo, Stephanes disse que o setor é
controlado por quatro ou cinco empresas no mundo. “São as mesmas que
controlam a distribuição no Brasil e, depois, adquirem a produção”.
“No caso do potássio, temos duas minas: uma em
Sergipe e uma outra em Nova Olinda, no Amazonas, que ainda não está em
exploração por conta de discussões ambientais e de viabilidade técnica, mas
é uma jazida muito grande que poderia abastecer quase a metade das
necessidades brasileiras”, disse.
Sobre os nitrogenados, o ministro declarou que
“possivelmente, dentro de dois anos, com a exploração das minas de gás da
Bacia de Santos, o Brasil vai ter condições de se tornar auto-suficiente”.
Estudo do Ministério da Agricultura conclui que
Bunge, Mosaic (Cargill) e Yara controlam preços da produção local e
importada de fertilizantes e vêm sendo responsáveis por altos custos de
produção de lavouras como soja e cana-de-açúcar. Segundo o ministério, o
oligopólio começou após privatização da Fosfértil e da Ultrafértil, ambas da
Petrobrás, em 92.
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