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Assembléia aprova luta pela revogação da Lei que limita falta
médica a 6 por ano
“Serra, por decreto, tira o direito à vida”, é o
slogan da campanha
Reunidos
em assembléia na Praça da República na sexta-feira, 16, cerca de 3 mil
professores aprovaram a continuidade da campanha salarial de 2008, incorporando
uma série de outras ações para responder aos constantes ataques do governo José
Serra aos professores. Uma delas é o início de uma campanha pela revogação da
Lei 1041/08, que limita as faltas médicas a seis por ano. Ou seja, o professor
não pode mais adoecer.
"Reunidos
em assembléia na Praça da República na sexta-feira, 16, cerca de 3 mil
professores aprovaram a continuidade da campanha salarial de 2008, incorporando
uma série de outras ações para responder aos constantes ataques do governo José
Serra aos professores. Uma delas é o início de uma campanha pela revogação da
Lei 1041/08, que limita as faltas médicas a seis por ano. Ou seja, o professor
não pode mais adoecer. "
A
campanha terá como slogan “Serra, por decreto, tira o direito à vida!”.
Ainda contra a Lei 1041, aprovou-se a realização de um ato público unificado das
entidades do funcionalismo na primeira quinzena de junho. No dia 20 de junho, na
Praça da República, ocorrerá um Ato Público Unificado dos Trabalhadores em
Educação. "A
campanha terá como slogan “Serra, por decreto, tira o direito à vida!”.
Ainda contra a Lei 1041, aprovou-se a realização de um ato público unificado das
entidades do funcionalismo na primeira quinzena de junho. No dia 20 de junho, na
Praça da República, ocorrerá um Ato Público Unificado dos Trabalhadores em
Educação."
Não
bastasse o descaso com o cumprimento da data-base – até agora o governo não
apresentou qualquer proposta de reajuste – , nos últimos meses Serra e a
secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, com o aval da
imprensa, têm orquestrado uma campanha maledicente, jogando nas costas dos
professores as mazelas da educação pública. Um dos ataques refere-se ao “grande
número de faltas”. Para responder aos ataques, a APEOESP deve promover uma
campanha de esclarecimento aos professores e à comunidade escolar sobre as reais
condições de trabalho que levam ao adoecimento dos docentes.
"Não
bastasse o descaso com o cumprimento da data-base – até agora o governo não
apresentou qualquer proposta de reajuste – , nos últimos meses Serra e a
secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, com o aval da
imprensa, têm orquestrado uma campanha maledicente, jogando nas costas dos
professores as mazelas da educação pública. Um dos ataques refere-se ao “grande
número de faltas”. Para responder aos ataques, a APEOESP deve promover uma
campanha de esclarecimento aos professores e à comunidade escolar sobre as reais
condições de trabalho que levam ao adoecimento dos docentes. "
A
assembléia aprovou a realização, em 12 de junho, de um dia de luta; no dia 13,
de um dia de debate, nas duas últimas aulas, sobre o que representa a política
de Serra para o Estado. Os professores devem, ainda, promover movimentos na
frente das escolas, com faixas denunciando o autoritarismo do governo. "A
assembléia aprovou a realização, em 12 de junho, de um dia de luta; no dia 13,
de um dia de debate, nas duas últimas aulas, sobre o que representa a política
de Serra para o Estado. Os professores devem, ainda, promover movimentos na
frente das escolas, com faixas denunciando o autoritarismo do governo."
Outra questão seríssima
que os professores têm enfrentado é o aumento da violência nas escolas, reflexo
do descaso do governo para com escola pública. Apesar de o ambiente escolar ser
um espaço privilegiado para o desenvolvimento dos talentos de crianças e jovens,
as práticas escolares são prejudicadas pela falta de infra-estrutura, como
laboratórios, bibliotecas, quadras poliesportivas. As condições de trabalho são
muito precárias. Há, por exemplo, salas de aula com até 50 alunos. E os projetos
impostos pelo governo estadual têm se mostrado inócuos para solucionar este e
outros problemas da escola pública – como a falta de qualidade – ao
desconsiderar a realidade diferenciada de cada região. |