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EUA queria levar o seu socorro na ponta da
baioneta
E enquanto o governo americano insistia em que o Pentágono
tivesse o direito de entrar com aviões militares, navios de guerra e tropas,
argumentando que só desse jeito seria possível fornecer ajuda, “a China,
Índia, Japão, Singapura, Rússia, Bangladesh, Laos e outros países fizeram
chegar geradores elétricos, medicamentos, alimentos, sistemas de purificação
de água, tendas, folhas de zinco, mosquiteiros, tendas e muitas outras
coisas”, relatou.
“O motivo disso tudo é explicado pelo jornal estatal New
Light of Myanmar: ‘O Pentágono está desesperado por não poder instalar bases
militares no nosso país’”, relatou a liderança norte-americana.
Sara ressaltou que no país existe “uma oposição maciça à
dominação britânica, e depois norte-americana, representando uma força forte
no seio da população, que o governo não desafia. A hostilidade de Washington
em relação à ditadura birmanesa não resulta das medidas repressivas ou
anti-populares que esta possa aplicar, mas do fato dela não ter desfeito a
nacionalização dos recursos naturais de Myanmar, do petróleo e do gás,
determinada por esse sentimento anti-colonial há algumas décadas. A Casa
Branca, em crise econômica profunda, não se conforma com a entrega de uma
parte das riquezas, quer tudo. E é exatamente isso que Bush e as
multinacionais pretendem”.
Além do que, Myanmar é fronteira com a China numa região
estratégica, mantendo com Pequim uma relação de cooperação. “A ponta mais ao
sul de Myanmar está situada na entrada ocidental do Estreito de Malaca. Esta
via em forma de funil une os oceanos Indico e Pacífico. Cerca da metade dos
tanques petroleiros no mundo tomam essa rota”, assinalou.
“O movimento progressista dos EUA e do mundo deve ficar com
um pé atrás em relação à campanha da mídia reacionária contra Myanmar. As
pessoas que lá moram têm direito a uma ajuda internacional imediata e livre
de quaisquer exigências e sanções por parte dos EUA”. |