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A mudança está chegando aos
EUA, anuncia Obama em Iowa
“Retornamos
a Iowa com a maioria dos delegados eleitos pelo povo democrata, e vocês
colocaram ao nosso alcance a indicação a presidente dos Estados Unidos pelo
Partido Democrata”, afirmou Obama à multidão que o acolhia na cidade de Des
Moines
“Esta noite, em plena primavera, com a ajuda
daqueles que se ergueram de Portland a Louisville, nós retornamos a Iowa com
a maioria dos delegados eleitos pelo povo democrata, e vocês colocaram ao
nosso alcance a indicação a presidente dos Estados Unidos pelo Partido
Democrata”, afirmou Barack Obama à multidão que o acolhia. Ele lembrou que
foi nesse estado, numa noite
fria de inverno, quinze meses antes, que apoiadores “vieram em quantidades
que este país nunca tinha visto, e se ergueram pela mudança”.
“A mudança está chegando à América”, anunciou
Obama. “Foi neste grande estado que demos os primeiros passos dessa
improvável jornada para transformar a América, acrescentou”. Ele apontou que
“porque vocês fizeram isso, mais alguns se ergueram”; então “mais alguns
milhares se ergueram”; depois, “mais alguns milhões”. Dirigindo-se ao povo
de Iowa, na cidade de Des Moines, Obama destacou que “desde o mais tenro
início, vocês sabiam que esta jornada não era sobre mim ou qualquer dos
outros candidatos em disputa”. É – assinalou – “sobre se este país – neste
momento de definição – continuará ladeira abaixo na mesma estrada que nos
levou ao fracasso por tanto tempo, ou se nós nos valeremos desta
oportunidade para tomar um rumo diferente – forjar um futuro diferente para
o país que amamos”.
JORNADA
Obama advertiu que “a parte mais importante e
mais dura da nossa jornada ainda está adiante”, convocando o povo americano
a derrotar o republicano John McCain. “A primária republicana deste ano foi
uma disputa para ver qual candidato se dispunha mais que o outro a ser a
continuação de Bush, e foi essa contenda que John McCain venceu”, destacou
Obama. Ele continuou a demolição da fachada que McCain gosta de ostentar.
“Os cortes de impostos de Bush em favor dos 2% de americanos mais ricos, que
outrora incomodavam a consciência do senador McCain, são agora sua única
política econômica”, denunciou Obama. “O plano de assistência médica de
Bush, que só ajuda aqueles que já são muito ricos, é agora a resposta de
McCain aos 47 milhões de americanos sem proteção e aos milhões mais que não
podem pagar os remédios”, acrescentou.
Obama afirmou, ainda, que a política de Bush
para o Iraque “é agora também a política de McCain”, assim como “seu medo de
uma diplomacia agressiva e intensa”, o que isolou o país e “o deixou menos
seguro do que em qualquer outra época na história recente”. O líder
democrata destacou também que “os lobistas que mandam na Washington de
George Bush agora estão comandando a campanha de McCain”.
SAUDAÇÃO
Após dirigir ao senador Ted Kennedy, que se
encontra enfermo, uma saudação, em nome dele e de toda a multidão, Obama se
congratulou com a senadora Hillary Clinton, a quem classificou de “uma das
mais formidáveis candidatas” que já concorreram à indicação do partido.
Como esperado, Hillary venceu as primárias em Kentucky. Sobre ela, Obama
afirmou que “tivemos nossas desavenças durante esta campanha, mas todos nós
admiramos sua coragem, seu compromisso e sua perseverança. Não importa como
esta primária vai terminar, a senadora Clinton destruiu mitos e quebrou
barreiras e mudou a América na qual minhas filhas e as de vocês atingirão a
maioridade”.
A torcida da máfia texana, da Fox e de amplos
setores da mídia dos EUA, de que os democratas estejam inapelavelmente
divididos pela disputa nas primárias, não impressionou Obama. “Alguns podem
ver nos milhões e mais milhões de votos dados a cada um de nós como uma
evidência de que nosso partido está dividido, mas eu vejo isso como a prova
de que jamais estivemos com tanta energia e tão unidos em nosso desejo de
levar este país a uma nova direção”, afirmou. E conclamou: “vamos precisar
desta unidade e desta energia nos meses à frente”.
ANTONIO PIMENTA
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