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Terrorista
residente em Miami repassa dinheiro a mercenários que atuam pró-império em
Cuba
Autoridades cubanas apresentaram na terça-feira
dia 20, provas do financiamento de mercenários cubanos por terroristas
residentes nos EUA. Funcionários da Seção de Interesses dos Estados Unidos
(SINA) em Havana, a representação diplomática norte-americana em Cuba,
intermediavam o pagamento.
O coronel Adalberto Rabeiro, chefe da direção de
investigações criminais e operações do Ministério do Interior, denunciou, no
início de uma série de programas Mesa Redonda, que o terrorista Santiago
Álvarez, residente nos EUA, financia grupos de mercenários na ilha.
“Através de ações técnico-operativas
estabelecemos a relação entre Álvarez e integrantes de grupelhos como Marta
Beatriz Roque mediante correios eletrônicos, alguns deles divulgados nesse
foro”, ressaltou Rabeiro durante a Mesa Redonda.
Mensagens de correio eletrônico transmitidas de
Cuba para Miami, e da cidade norte-americana a Havana, revelaram que Álvarez
executava a função de “pagador” dos mercenários contra-revolucionários.
O diretor do Centro de Investigações Históricas
da Segurança do Estado, doutor Manuel Hevia, apresentou imagens, vídeos e
gravações de conversas que respaldam a denúncia.
Hevia expôs uma conversa de 22 minutos de
duração, mantida no último 18 de abril, entre a congressista de origem
cubana Ileana Ross Lehtinen e membros de um grupo de mercenários.
O professor da Universidade de Havana doutor
Julio Fernández Bulté, disse que a SINA “adotou uma atitude francamente
agressiva, ofensiva, antijurídica”. O jurista destaca que o chefe dessa
dependência, Michael Parmly, serviu de intermediário dos terroristas
radicados nessa nação, dos quais recebeu dinheiro destinado a pessoas que
atuam em Cuba “empregados políticos” pagos.
Diversas cartas trocadas entre Martha Beatriz
Roque Cabello e cubanos-americanos residentes na Flórida implicaram ao
diplomata.
Outra edição da Mesa Redonda apresentou
conversas telefônicas da terrorista Martha Beatriz Roque Cabello, com Ana
Paula Méndez e Ramón Abad Negrón, ambos funcionários da SINA. |