|
Mídia acusa golpe e tenta abanar denúncias vazias
Em matéria na edição de domingo, a “Folha de S.
Paulo” busca criar um clima de suspeição em torno da prestação de contas do PT,
referente ao ano de 2006, que sequer chegou a ser analisada pelo Tribunal
Superior Eleitoral (TSE). Segundo a Folha, o partido teria cometido
irregularidade ao lançar na contabilidade vultosos gastos de R$ 4,5 mil (quatro
mil e quinhentos reais) com taxas de condomínio de um apartamento vizinho ao da
família do presidente, alugado pelo PT em um edifício de São Bernardo do Campo.
No dia seguinte, segunda-feira, saiu alardeando
que empresas de construção civil que fizeram doações ao partido, em 2007,
receberam pagamentos do governo federal no segundo mandato de Lula que totalizam
cerca de 54 vezes o valor repassado ao partido. A construtora Andrade Gutierrez,
a maior doadora do PT em 2007, com R$ 1,5 milhão, teria recebido do governo R$
45 milhões desde 2007. Nada irregular, já que as empresas participaram
legitimamente de licitações. A não ser que queiram que empresas doadoras de
partidos sejam proibidas de participar de licitações.
Curiosamente, a seqüência de matérias ocorre
imediatamente após o naufrágio da marola da CPI da tapioca – uma campanha de
ilações contra o governo, patrocinada por setores da mídia em colaboração com a
oposição tucano-pefelista no Congresso Nacional.
Nas suas matérias, a Folha tenta armar um
escândalo em torno do fato de construtoras terem contratos com o governo
federal. Para o jornal, entretanto, os contratos das mesmas empresas com os
governos tucanos de São Paulo e Minas Gerais não parecem tão escandalosos. Mesmo
que envolvendo quantias muito superiores.
A Andrade Gutierrez também foi a maior doadora
para a campanha dos tucanos e tem contratos com o governo paulista José Serra e
mineiro, de Aécio Neves. Junto com a CBPO Engenharia (as duas doaram R$ 2,4
milhões), a construtora mantém contratos que ultrapassam R$ 3,4 bilhões com os
governos de Minas e São Paulo.
Em Minas Gerais,
as empresas fecharam contratos com o governo tucano que, somados, superam o
montante de R$ 1,35 bilhão. Em São Paulo, os contratos – para construção do
Rodoanel e Linha 4 do Metrô – passam de R$ 2,1 bilhões.
|