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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Amazônia I
Confesso a vocês,
meus amigos, que fico profundamente irritado quando estes hipócritas que
destruíram todas as suas reservas naturais, querem se apossar das nossas
reservas, e fazer o mesmo ou pior!
Até que enfim o
presidente falou algo para defender nossa soberania.
Roudini, por
correio eletrônico.
Amazônia II
Cada vez se torna
mais presente nos noticiários, em supostos boatos, brincadeiras ou falácias,
a idéia da internacionalização da Amazônia para “salvar” o planeta.
Devemos lembrar
que o verde que estão tentando salvar é o verde econômico do papel moeda,
que destrói florestas e riquezas que ainda nem chegamos a conhecer. O verde
que tentam salvar é o da conquista de novos territórios, pois aqueles que já
foram conquistados perderam o verde econômico de outrora por desmedidas e
inconseqüentes ações humanas devastadoras. A Amazônia é nossa ! Ela não
precisa de “cuidados”, ela sobreviveu a guerras e catástrofes, sobreviveu a
ditadura e aos ditadores, ela só precisa de paz para continuar a dar seus
frutos. E nós? Precisamos de consciência para alcançar a “sustentabilidade”
da soberania dos povos.
Jair Orichio,
por correio eletrônico.
Cancelar
serviço
Gostaria de me
manifestar acerca do péssimo atendimento feito pelos funcionários de
telemarketing das grandes empresas, no momento em que tentamos cancelar
algum serviço. Todos sabemos que esses trabalhadores recebem treinamento e
nada podem fazer quanto à mudanças nesse processo, mas mesmo assim, a forma
com que o cliente é tratado torna-se absurda.
Dias atrás desisti
de um pacote adicional de TV a cabo que havia adquirido. No final, não sei
do que me arrependi mais. A NET usou de todas as artimanhas para fazer-me
desistir da desistência.
A atendente me
questionou, após uma série homérica de transferências de setor (creio eu que
eles tenham um setor apenas para dizer que aquele não é o setor), sobre o
motivo pelo qual eu optei por cancelar a minha assinatura. Argumentei que
achava que o conteúdo da TV a cabo me ofereceria melhor qualidade do que a
convencional, e que havia me decepcionado.
Fiquei
simplesmente 1h40 ao telefone, tentando abrir mão de um serviço que não me
trouxe benefícios, e não traz também benefícios ao meu país, nem financeiros
e muito menos culturais.
Assim, eu acabo
sendo obrigado a dar dinheiro a um outro setor que já não é mais nacional, e
que funciona tanto, ou menos, do que as porcarias da TV a cabo, a telefonia.
Sônia Gusmão,
por correio eletrônico.
Privatista
Era de se esperar,
mas o governador José Serra não cansa de, cada vez mais, me surpreender.
Agora ele está
tentando novamente entregar a Companhia Energética de São Paulo (CESP). Nem
a avalanche de manifestações, nem o movimento público que uniu lideranças
sindicais, estudantis, partidos políticos e a população em geral serviu para
acalmar a fúria privatista de Serra.
Mas gostaria de
avisar ao governador, e aí faço uso de todo o coro já levantado pelos
movimentos populares, que a CESP não será privatizada.
Os brasileiros já
demonstraram através de votos que somos contra a política entreguista
promovida pela tucanada. Nem Serra, nem Alckmin e nenhum outro vampiro irá
novamente sugar as riquezas do Brasil. O povo não vai deixar.
Luana Maria,
por correio eletrônico.
Redução da
jornada
Acho muito justa a
luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem diminuição
salarial, a qual vem sendo proposta como bandeira de luta pelas centrais e
sindicatos no Brasil.
O povo brasileiro
não pode e não deve viver sobre a ditadura do horário de sua vida
corporativa. É inegável que já avançamos muito dentro dessa perspectiva. A
jornada atual foi uma grande vitória na época em que foi conquistada, mas
não devemos parar no tempo e desistir de lutar por ainda mais benefícios.
A jornada atual,
somada ao tempo gigantesco que é gasto nos trajetos de ida e volta ao
trabalho, faz com que o trabalhador viva apenas para este trabalho. Após o
dia cansativo, ele chega em casa e só tem tempo de dormir para levantar no
dia seguinte e voltar à seu posto.
Não nos sobra
tempo para ler, desfrutar do convívio familiar, assistir filmes, conhecer
lugares. Não temos tempo de exercer nenhuma atividade que nos avance a
consciência, nos eleve enquanto seres-humanos. Dessa forma, o imperialismo
acaba levando vantagem sobre a massa de trabalhadores. Isso não podemos
permitir.
Marcos Souza,
por correio eletrônico. |