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Presidente
Cristina comemora em Salta os dois Maios da libertação argentina
“Permitam-me lembrar de outro 25 de maio, o de
2003, quando fazendo valer nossas convicções, vimos que podíamos nos pôr de
pé, que o trabalho e a produção iam nos salvar”, disse a presidente
argentina, Cristina Kirchner, falando ante mais de 150 mil pessoas que se
concentraram na cidade de Salta, no norte do país, para comemorar os 198
anos da Revolução de Maio.
Frisando a data em que Néstor Kirchner assumiu a
presidência, ressaltou que a partir daquele momento “voltaram as indústrias,
milhões de argentinos têm trabalho e dignidade” e ao assinalar a tensão que
passavam em 2001, lembrou quando as mulheres camponesas se postavam frente
às porteiras para evitar os leilões.
“Hoje nossos trabalhadores têm emprego e
salário, os empresários rentabilidade porque há argentinos que consomem,
fazendo um mercado interno cada dia mais forte”, afirmou.
Na véspera, tinha sido divulgado que o
desemprego diminuiu para 8,4 por cento ao finalizar o primeiro trimestre do
ano, contra 9,8% entre janeiro e março de 2007, em dados do Instituto
Nacional de Estatística e Censos (INDEC). Esta baixa de 1,4 pontos
percentuais ocorreu no período em que houve um crescimento de 8,5 % na
atividade econômica.
Cristina Fernández de Kirchner assinalou que,
antes dos interesses de setor ou as individualidades “estão os interesses do
país, da Pátria”, se referindo aos exportadores de cereais, principalmente
de soja, que pretendem manter lucros extraordinários, e que se manifestaram
contra a política do governo em Rosário, província de Santa Fé.
Acompanhada por governadores, parlamentares,
ministros do gabinete nacional e dirigentes de organizações sociais, a
presidente frisou que “os homens de Maio libertaram nosso país do
colonialismo com seu sangue. Depois vieram muitos desafios, vitórias e
desencontros.
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