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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Saúde em São
Paulo
A este jornal que
muitos serviços tem prestado ao país e ao povo brasileiro. Sou membro do
Conselho Gestor de saúde da região central da cidade de São Paulo. Eleito
pelo voto direto da população por duas vezes e sendo o candidato mais votado
nas duas últimas eleições.
Tenho lutado
muito, reclamando e denunciando o péssimo atendimento que é oferecido a
nossa população.
Certo dia, fui
convidado para debater sobre saúde, um debate muito engraçado por sinal,
pois não havia regras, forma ou conteúdo. Consistia apenas em algumas
pessoas que, através de um papel escrito, afirmavam que o sistema público de
saúde de São Paulo é o melhor do mundo, e que não cabe a ninguém ficar
resmungando contra o governo. Afirmaram também que as pessoas não precisam
conhecer leis sobre saúde (ou seja, não precisam conhecer seus direitos). Ao
discordar, partiram para a baixaria usando termos fascistas, me chamando de
debochado e acusando-me de ser de extrema-esquerda, de ter apoiado a luta
armada, e não os milhões de usuários do SUS que sofremos diariamente com o
mal atendimento desse serviço em São Paulo. Repudiamos a atitude desses
governantes que tentam nos intimidar com suas flechas venenosas.
Francisco das
Chagas Machado, São Paulo – SP.
Dissonante
Como há muito vem
denunciando o Hora do Povo, gostaria de me manifestar sobre a dissonância
provocada pela presença de Meirelles dentro do governo do presidente Lula.
Lula provou e vem
provando que busca o desenvolvimento do país, a diminuição da desigualdade
social, a defesa da soberania brasileira. Seu governo se caracteriza pela
busca dessas metas, e deixa o povo orgulhoso por elas.
Mas temos de
convir, Meirelles em nada se parece com o tipo de governo que Lula propõe,
muito pelo contrário. Esse vampiro procura somente frear o nosso
desenvolvimento, o crescimento do país. Me parece até que ele tem uma certa
repulsa em ser brasileiro, característica que me lembra muito um outro
ex-presidente... Meirelles estaria melhor abrigado dentro da política
entreguista de FHC.
Já é hora de Lula
tirar esse entrave de seu governo, conseguindo o mesmo êxito que alcançou em
outros setores, na área econômica.
Marcelo Lima,
por correio eletrônico.
Petrobrás
A Petrobrás é um
orgulho para qualquer brasileiro. Um exemplo de que uma empresa estatal pode
dar tantos ou mais frutos do que uma empresa privada.
A Petrobrás é o
maior retrato do que uma boa administração pode fazer quando recebe o apoio
devido. A descoberta do pré-sal, a conquista da auto-suficiência são
exemplos claros desse fator.
O sucesso
alcançado pela Petrobrás nos exemplifica o mal que as privatizações
representam, e nos faz sentir um imenso pesar pelas grandes empresas
brasileiras que já foram entregues às mãos do capital estrangeiro.
Sentimos orgulho
de nunca termos permitido a privatização da Petrobrás, e alertamos os
entreguistas que teimam em querer dar nossas empresas a preço de banana,
para que não tentem voltar aos tempos obscuros das privatizações. O povo já
escolheu de que lado está.
Maria Estela,
por correio eletrônico.
CPMF
A polêmica em
torno da cobrança da CPMF nos faz voltar às discussões acerca do problema.
Devemos lembrar
que o imposto, derrubado pela oposição em uma das maiores demagogias já
registradas, era o único que não podia ser sonegado, e que era da CPMF os
recursos que possibilitavam o governo proporcionar aos mais necessitados
programas como o Fome Zero.
É preciso lembrar
também que a maior parte dos R$ 40 bilhões que eram arrecadados com a CPMF
iam para investimentos na área da saúde, que beneficiavam novamente as
classes mais baixas do nosso país, justamente aquelas que não podem arcar
com os altíssimos custos dos planos de saúde privados.
A CPMF era
destinada aos mais pobres, aqueles que durante anos não puderam contar com a
ajuda dos governos. Ironicamente, a CPMF era também o único imposto que não
podia ser sonegado pelos mais ricos do Brasil, aquela pequena população que
concentra as maiores rendas do país.
É claro que o fim
do imposto foi uma manobra da oposição para tentar manchar o governo. Mas é
claro também que esta manobra não deu certo. Os mais pobres, que são
maioria, e que são também os que apóiam o governo do presidente Lula,
perceberam tudo e se deram conta de que foram os únicos prejudicados.
Nelson Machort,
por correio eletrônico. |