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Evo rechaça agressão a indígenas por oligarquia separatista em Sucre
No dia
24 de maio, uma turba invadiu casas, tomou reféns, flagelou e humilhou na praça
25 de Maio, a prinicipal da cidade, cerca de trinta camponeses indígenas. Grupo
de marginais era chefiado pelo ex-presidente Jorge Tuto Quiroga
“Têm coisas que nosso governo não vai admitir. O desrespeito ao povo,
a tentativa de humilhar os trabalhadores, os camponeses, os que fazem nossa
Nação com seu esforço entregando o que têm de melhor, ao contrário dos
latifundiários e separatistas”, afirmou o presidente boliviano Evo Morales
exigindo a punição do grupo de marginais do famigerado Comitê Interinstitucional
de Chuquisaca, chefiado pelo dirigente do partido Podemos, ex-presidente Tuto
Quiroga, que agrediu camponeses indígenas e policiais.
Morales, em conferência de imprensa realizada no Palácio Quemado,
condenou os fatos ocorridos no dia 24 de maio, quando uma turba invadiu casas,
tomou reféns, flagelou e humilhou na praça 25 de Maio, a prinicipal da cidade,
cerca de trinta camponeses indígenas. O mesmo grupo de criminosos, alcoolizados,
atacaram efetivos policiais que resguardavam o estádio Pátria, onde seria
realizado um ato cívico em comemoração ao aniversário da cidade.
RACISMO
“Esperamos – aliás, não só esperamos, trabalhamos para que assim
seja – que acabe a injustiça, a discriminação e o racismo em algumas cidades,
provocados por políticos e governadores da oposição, principalmente de Sucre,
onde funciona, por sinal, o Poder Judicial” insistiu o presidente, assinalando
que não foi coincidência que, além de Quiroga, o presidente do Senado, Oscar
Ortiz e o governador de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, estivessem no local na
hora das arruaças.
O líder lamentou que “algumas agrupações sejam usadas pelos
opositores para semear a discórdia e tentar obstaculizar o processo de mudanças
que experimenta a sociedade boliviana”.
O clima de violência é incentivado pelos setores separatistas como
forma de intimidar a população, dias antes da realização dos referendos
autonômicos impostos nas regiões de Pando e Beni, no próximo domingo.
ONU
Na terça-feira, dia 27, o Escritório do Alto Comissionado das
Nações Unidas para os Direitos Humanos na Bolívia condenou os atos de vandalismo
e violência ocorridos com o saldo de dezenas de feridos.
No comunicado da delegação da ONU, “os incidentes são incompatíveis
com o respeito à integridade das pessoas e a liberdade de expressão. A
humilhação imposta a vários camponeses na Praça 25 de Maio vulnera a dignidade
humana e não pode ser aceita por nenhuma sociedade justa”.
O organismo mundial também manifestou sua preocupação pela
impunidade com os separatistas que atuaram em Sucre, afirmando esperar que os
responsáveis por tanta violência sejam punidos de acordo com as leis.
O presidente Morales, durante um ato popular para render homenagem
às mães bolivianas e em comemoração da batalha de La Coronilla, de 27 de maio de
1812, ressaltou que “a melhor homenagem que podemos dar às mães é defender a
unidade da nossa terra e esquecer de qualquer separatismo como pretendem alguns
setores, com o reforço do estrangeiro”.
“Quando falamos do território, estamos falando de nossos recursos
naturais, defendidos por homens e mulheres em tempos de independência, da
República. Agora, esta luta continua”, enfatizou.
SUSANA SANTOS |