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Nazis israelenses querem limpeza racial mas com todo rigor à “ética”
Após cometer massacres em Gaza, ampliar o roubo de terras palestinas e
invadir o Líbano (onde apanhou), o primeiro-ministro Ehud Olmert está agora
sob os holofotes da mídia israelense e norte-americana por uns trocados,
recebidos durante 13 anos, do americano judeu, Morris Talansky, conforme
este confessou a uma corte distrital em Jerusalém. Motivado, explicou
Talansky, por “amar muito” a Olmert e saber que ele gostava de canetas
especiais, charutos e outros mimos. E sem querer nada em troca.
Como se sabe, na corte israelense, ainda mais com aquela mesada gorda dada
por Washington, prima a ética, além, claro, do Mossad, Shin Bet e outros
bastiões da moral e dos bons costumes.
Nosso prezado Uri Avnery, no seu artigo “Com amigos como esses...”,
descreveu bem a filantropia que une a nata dos naziisraelenses e os magnatas
da “diáspora”. “Alguns são donos de cassinos, com suas inevitáveis conexões
com a violência o crime e a exploração; pelo menos um deles fez sua fortuna
com bordéis; outro foi envolvido em escândalo de exploração de casas de
idosos; outro ainda, herdeiro de uma família que fez dinheiro com bebida
clandestina durante a lei seca. Alguns mercadores de armas do cunho mais
degenerado, dos que vendem armas para gangues que semeiam morte e destruição
na África”. No caso, referia-se a alguns dos convivas que, ao lado de Olmert,
Shimon Perez, Bibi Netaniahu, festejavam os 60 anos; Henry Kissinger e Tony
Blair também estavam na foto.
Os “éticos” mais assanhados contra Olmert são Bibi e a “nova” geração do
Irgun e da Stern, que querem no poder alguém ainda pior do que o Olmert.
Isto é, o próprio Bibi. Para eles, Olmert é o culpado da “vacilação no
Líbano” – mais conhecido no resto do planeta como a surra que levaram do
Hezbollah -, da “moleza” em Gaza, e até por suas poses de atuais de
negociação com a Síria.
A
verdade é que, se houvesse o mínimo de justiça em Israel, estariam todos no
banco dos réus por 60 anos de limpeza étnica planificada, guerra de agressão,
punições coletivas, ocupação, tortura e etc.
Com base em seu limpo passado, Netaniahu quer montar um gabinete de
querubins para governar o Terceiro Templo. A propósito, a pressa pela ética
de Bibi se explica. Aliás, muita pressa, porque o amigo Bush rapidinho vai
voltar para suas vacas no Texas, e McCain não leva o menor jeito para a Casa
Branca.
N.B.
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