Agressão nazi-israelense  assassina 120 palestinos

O vice-ministro da Defesa de Israel, Matan Vilnai, deixou patente seu nazismo, afirmando que seria “levado o holocausto” aos palestinos

 Dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Gaza para repudiar o massacre nazi-israelense à Palestina, que já deixou 120 mortos, entre mulheres e crianças, e centenas de pessoas gravemente feridas.

Na sexta-feira, 29, o vice-ministro da Defesa de Israel, Matan Vilnai, deixou patente seu nazismo, afirmando que seria “levado o holocausto” (shoah, em hebraico) aos palestinos em Gaza. “Shoah” é a palavra em hebraico usada exclusivamente para denominar o massacre de judeus ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial que os próprios judeus denominaram de “Holocausto”. Depois da repulsa mundial contra o integrante do governo de ocupação, seus assessores e integrantes do ministério se apressaram na invenção de uma desculpa - que a mídia subserviente reproduziu - de que ele usara a palavra shoah para dizer “desastre”. Ocorre que assim como shoah quer dizer holocausto, para ‘desastre’ existe uma palavra hebraica totalmente diferente e de uso corrente em Israel: “asson”.

O covarde ataque por terra, bombardeios e blindados de Israel, que atingiu regiões de casas e escolas, levou milhares de palestinos às ruas de Gaza. Houve manifestações de solidariedade em várias cidades e acampamentos de refugiados da Cisjordânia, no domingo, 2, para denunciar a operação israelense. Durante as manifestações houve enfrentamentos com pedras e coquetéis molotov sendo atirados contra os ocupantes de Israel.

Em Nablus, milhares de pessoas, entre elas muitos estudantes, fizeram uma passeata entoando a palavra de ordem “Unidade nacional! Unidade nacional!”, referindo-se à necessidade de superação das divergências que opõem forças da Resistência palestina, principalmente o Hamas que se enfrentou com o Fatah em Gaza.

Em Ramallah também ocorreram manifestações condenando a agressão israelense.

Comerciantes de Jerusalém Oriental, em especial da cidade velha, fecharam suas lojas numa demonstração de solidariedade para com os moradores da Faixa de Gaza. Foram decretados três dias de luto.

Saeb Erekat, um dos principais negociadores palestinos no processo de paz com Israel, disse no sábado que as negociações com Tel Aviv “estão enterradas sob os escombros das casas destruídas em Gaza”.

De acordo com Nabil Abu Rudeina, o porta-voz do presidente palestino Mahmoud Abbas, “as negociações estão suspensas assim como todos os contatos em todos os níveis porque a agressão israelense não tem nenhum sentido”.

Membros da Resistência palestina resistiram à agressão em várias cidades, como no acampamento de Jabaliya, invadida por blindados e helicópteros israelenses. Uma rádio pública israelense informou que dois soldados israelenses morreram na operação e cinco ficaram feridos nos enfrentamentos que a sucederam.

As ruas desertas da cidade foram tomadas pelos escombros. “Vivemos em um clima de guerra total. Todos os dias ouvimos o som de foguetes e explosões”, disse à AFP, Abu Alaa, 40 anos, morador de Jabaliya. “As crianças não estão na escola e as lojas permanecem fechadas.”

Mouawiya Hassanein, chefe do setor de emergência em Gaza, disse que os serviços estão sobrecarregados. “Não podemos nos locomover facilmente, 12 de nossas ambulâncias estão paradas porque não temos combustível e as outras ambulâncias devem ter seus percursos marcados antecipadamente com o exército de Israel”.

Há meses a Faixa de Gaza é submetida a um criminoso bloqueio. O governo israelense se arroga o direito de esfomear um milhão e meio de pessoas. Falta tudo em Gaza: comida, água, eletricidade, medicamentos, cadernos...

O Egito abriu, no domingo, sua fronteira com Gaza para permitir o envio de material médico e a entrada de palestinos feridos. O país vizinho também está enviando material médico e remédios para ajudar no atendimento às centenas de feridos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que os ataques israelenses são “excessivos e desproporcionais” ao disparo de foguetes contra seu território.

A Arábia Saudita classificou a ofensiva de “assassinato em massa” e a comparou com “crimes de guerra nazistas”. O Emirados Árabes exigiu do Conselho de Segurança da ONU que “aja imediatamente” para impedir a continuação desse “crime perpetrado pelo Exército israelense contra civis em Gaza”.

O Iêmen exigiu que o governo israelense seja julgado em uma Corte Internacional por “crimes contra a Humanidade”.

Na Jordânia, o governo qualificou a operação israelense em Gaza como “flagrante violação” da lei internacional, enquanto no domingo, centenas de jordanianos se manifestaram em Amã contra a ofensiva militar israelense sobre a Faixa de Gaza e pediram ao Governo que anule o acordo de paz que a Jordânia e Israel assinaram em 1994.

Os manifestantes criticaram o massacre que Israel está cometendo na Faixa de Gaza. A câmara baixa do Parlamento jordaniano condenou o “extermínio sistemático” contra o povo palestino.

O grupo israelense “Bloco da Paz” e outras organizações que condenam a ocupação denunciaram que o Hamas vem há meses propondo uma trégua para que hajam negociações e que, ao invés de aceitá-la, o governo de Israel se dedicou a matar dirigentes do Hamas que reagiu lançando foguetes de baixa capacidade destrutiva contra Israel.

RODRIGO CRUZ


Primeira Página

 

Página 2

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Fernando Ferro: Lula evitou a tragédia da dilapidação do patrimônio público

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Cosan adquire açúcar União

O Armagedon da grande imprensa

EXPEDIENTE

Página 3


Lula: “tirar da crise não é ficar dando dinheiro para bancos”

 

Presidente tucano já admite que “sem consenso haverá prévias”

 

Direito rejeita ação contra Abin; Gilmar não se conforma

 

Aécio informa que PSDB adotou manual para camuflar as brigas

 

Brasil e Argentina preparam reuniões para aprimorar a relação comercial

 

Dilma diz que governo vai investir pesado nas obras de infraestrutura

 

Delegado afirma que detalhará crimes e cúmplices de Daniel Dantas em depoimento na CPI

 

Tribunal rejeita a anulação da pena de Pimenta Neves 

 

Página 4

Nacionalizar a Embraer para garantir soberania e emprego

Bahia: 17 Sindicatos da construção unidos em greve por aumento real

Cartas

Página 5

Requião: “Trabalhadores não irão pagar pela ganância das múltis”

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Sindicatos da Polícia de SP cobram CPI da Segurança

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Conselho Nacional de Saúde lança Caravana do SUS

Página 6

Chávez intensifica combate a quadrilhas nos portos do país

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A crise é uma oportunidade para que os povos libertem suas economias, afirmou Antonio Neto

El Salvador: milhares tomam as ruas para celebrar vitória da FMLN

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Página 7

AIG premia os que a afundaram com US$ 165 milhões em bônus

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Página 8

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