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Governo
fantoche endossa “sentença” contra general Ali
O governo fantoche anunciou
na Zona Verde em Bagdá, na sexta-feira dia 29, seu aval ao assassinato do
primo de Sadam, general Ali Hassan Al Majid Al Tikrit, estabelecido pelo
tribunal-farsa de W. Bush no ano passado, em sua fase II - “Campanha do
Anfal”. Al Majid, que encabeçou a frente norte, durante a guerra Irã-Iraque,
- em que soldados iraquianos de todas as origens, curdos, sunitas, xiitas,
cristãos, turcomenos e outros, derrotaram os invasores iranianos e a
quinta-coluna separatistas - foi, há muito, “demonizado” pela máquina de
propaganda da CIA como “Ali Químico”, exatamente por ter cumprido esse
papel. O tribunal-farsa lhe imputou um crime que não existe, “o genocídio de
até 180 mil curdos” nos anos 80 “com gás e outras armas”. A execução deverá
ocorrer até o final do mês.
Note-se que o único episódio
em que comprovadamente existiu mortes de curdos por gás, o caso de Halabja,
não faz parte dessa fase do processo. Nos demais casos, simplesmente o
governo iraquiano construiu novas aldeias, mais distantes da fronteira, com
casas melhores e instalações mais modernas, e deslocou para lá essas
famílias, conforme numerosos testemunhos, inclusive de jornalistas dos EUA
que cobriram a guerra.
Quanto a Halabja, a acusação
de que o governo de Sadam - com o general Al Majid à frente - teria jogado
gás venenoso contra seu próprio povo é, de acordo Stephen Pelletiere,
analista-chefe da CIA no Iraque nos anos 80 e professor da Escola de Guerra
do Exército dos EUA, “um embuste”, um “não-evento”. A cidade foi o palco de
um combate no final da guerra Irã-Iraque, em que centenas, ou talvez
milhares de pessoas, foram mortas por gás. Na época, a CIA, a espionagem
militar dos EUA (DIA) e outras agências se reuniram durante dois dias sobre
a questão de Halabja, usando informações do terreno e mensagens
interceptadas pela NSA (Agência Nacional de Segurança). “Concluímos que os
iranianos são responsáveis por esse ataque”, afirmou Pelletiere, a quem
coube preparar o relatório sobre a questão.
O documento, assim como vários
relatórios militares posteriores comprovaram que as mortes em Halabja haviam
sido causadas por um gás que o Iraque não tinha, o cianeto, que era o Irã
que usava em seus ataques. Era possível estabelecer isso porque as vítimas
apresentavam as extremidades azuladas, característica desse gás. Na análise
de Pelletiere, não se tratava de “genocídio”, mas de uma “tragédia de
guerra”, no decorrer de um combate pelo controle da represa. E não estava
determinado se os “curdos mortos” não eram da quinta-coluna que apoiava o
Irã na guerra.
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